Meu primeiro carro

Dono de concessionária diz que é comum o cliente procurar uma revenda desejando um carro e fechar com outro modelo

Por O Dia

Rio - A primeira vez, a gente nunca esquece. A lógica também vale para o primeiro carro. Mas o que fazer para que a inexperiência em adquirir um veículo não vire dor de cabeça em decorrência de uma escolha apressada?

Na segunda reportagem série ‘Meu novo carro usado’, o Automania conta a história de quem compra um veículo pela primeira vez. Uma aquisição que mudou a rotina de Juliana Stefanelli, 26 anos, que concretizou o sonho de ter o carro próprio. Antes, ela precisava pegar ônibus lotado na Praça Seca, Zona Oeste do Rio, para trabalhar. Quando o deslocamento era mais curto, saía de casa a pé mesmo.

Mas quem vê Juliana tirando o carro da garagem, não imagina as dúvidas que ela teve até escolher o modelo ideal para as suas necessidades, um Civic 98, adquirido por R$ 11 mil. Quando decidiu que compraria um usado, há três meses, ela imaginava um veículo mais popular, que se encaixasse no seu orçamento. Durante um mês, analisou as opções de uma revenda no bairro, pedindo dicas ao dono do estabelecimento. No começo, a ideia era comprar um popular, entre R$ 6 e R$ 8 mil. Mas não havia boas opções nessa faixa de preço.

Compradora de veículo usado se apaixonou por Civic modelo 98Luiz Ackermann / Agência O Dia

O vendedor, então, mostrou a ela o Civic. Apesar de estar acima do valor que ela pretendia gastar, Juliana abriu mão de um popular e optou por um veículo mais sofisticado, financiando parte do valor. O tempo de uso do veículo, fabricado em 1998, também ajudou a reduzir o valor, facilitando a escolha. “Foi amor à primeira vista. Mudou toda a minha rotina, porque eu fazia tudo antes a pé. Agora, uso o carro quase todos os dias para fazer o que preciso. Ter um carro é facilidade. O nosso carro funciona também como uma casa ambulante, pois levamos coisas nele. É facilidade e me sinto dona de mim”.

A escolha de Juliana reflete o que muitas pessoas vivenciam na hora de comprar o carro. Para Bruno Ferreira, dono da Barros Veículos, é comum o cliente procurar uma revenda desejando um carro e fechar com outro. “Com juros mais altos e taxas de financiamento, encargos, o cliente percebe que não tem condições de comprar o carro desejado e então faz outra escolha. Em outras situações, gasta mais para ter um carro melhor”, esclarece.

Antes de adquirir um usado com bom tempo de uso, porém, é importante ter alguns cuidados. Para Marco Antônio Rodrigues, 53 anos, dono de uma revenda de usados em Brás de Pina, é aconselhável levar mecânico de confiança para avaliação. Depois da compra, fazer uma revisão imediata antes de usar. “Ainda é possível fazer bons negócios nessas faixas mais baixas de preço. São carros com alta quilometragem. Portanto, é fundamental levar mecânico”, recomenda.

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