As tradicionais scooters Vespa estão de volta

Motocicletas irão custar até R$ 28 mil. Marca espera vender até 2 mil unidades até o fim do ano

Por lucas.cardoso

Rio - Com preços elevados, as scooters Vespa estão de volta ao Brasil. O modelo Primavera, o mais famoso, abre a série especial com placa numerada nas primeiras mil unidades. Importadas, a versão com motor 125 cc custa R$ 22.890. Com propulsor 150 cc, o preço sobe para R$ 27.930. Os altos valores parecem não desanimar a marca, que espera vender 2 mil unidades até o fim do ano.

A Primavera é toda baseada nas motocicletas clássicas da marca, lá dos anos 1960. As de hoje, contudo, estão equipadas com as tecnologias atuais, como freios ABS nas rodas de 11 polegadas, sendo disco na dianteira e tambor na traseira.

Vespas terão tecnologia atual%2C como freios ABS nas rodas de 11 polegadas%2C com disco na dianteira e tambor na traseira. Empresa pretende montar parque industrial no paísDivulgação

O motor único é monocilíndrico, com três válvulas e injeção eletrônica. A versão com 125 cc entrega 10,7 cv e 1,06 kgfm de torque. Já na opção 150 cc, tais números evoluem para 12,9 cv e 1,3 kgfm. O câmbio associado é automático CVT. O consumo médio de combustível é de 45,5 km/l e 41 km/l, respectivamente.

Além da Primavera, a Vespa venderá aqui os modelos Vespa Sprint 150 (motor 150 cc e visual inspirado nos anos 1970, com farol retangular), GTS 300 (motor de 278 cm³, o mais potente da gama da marca) e 946 Empório Armani (motor 125 cc exclusiva, celebra os 130 anos do Grupo Piaggio) e os 40 da Giorgio Armani (com motor de 125 cc). O preço de cada um, porém, só será divulgado no dia 22 de outubro.

A marca Vespa retornou ao país através do grupo Piaggio, detentor das marcas Aprilia, Moto Guzzi e Piaggio. A empresa declarou que pretende montar um parque industrial no Brasil a partir de 2018, situação que permitirá a montagem de outros produtos além das scooters Vespas.

Indústria em queda livre

A indústria de motocicletas segue em queda na produção, vendas e exportação. Dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) mostram que foram fabricadas 80.489 motos em setembro deste ano, uma redução de 13,3% em comparação às 92.791 produzidas no mês anterior.

As vendas para concessionárias, o atacado, também registraram queda de 8,4% no período, passando de 83.236 motocicletas em agosto para 76.268 unidades em setembro. “As medidas para a retomada da economia ainda não foram alinhadas, mantendo compasso de espera. Além disso, a greve bancária também contribuiu para que a média de vendas diária ficasse abaixo do registrado em agosto de 2016. Estima-se que cerca de 4 mil motocicletas poderiam ser emplacadas, entre consórcio e financiamento”, projeta Marcos Fermanian, presidente da entidade.

No acumulado do ano, a queda da produção é de 31%, caindo de 1.032.715 em 2015 para 712.870 neste ano, número que bate o menor patamar desde 2003, quando foram fabricadas 741.929 unidades. As vendas para concessionárias apresentam redução de 28,7%, com 683.453 motos contra 959.077, em 2015. Nas exportações, o cenário é menos nocivo, com leve queda de 4,7% nos nove meses do ano, de 45.922 unidades no ano passado para 43.752.

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