Lado B dos carros com etanol em dias frios

Combustível é mais econômico. Mas carro pode ter problemas para dar a partida nessa época do ano

Por O Dia

Rio - O etanol tem preço mais competitivo que a gasolina. E, portanto, é opção de muitos motoristas na hora de abastecer. Mas agora, com a predominância de dias frios, esse tipo de combustível pode gerar transtorno na hora de ligar o carro, especialmente para veículos sem manutenção em dia.

Automóvel com manutenção em dia terá menos chances de apresentar problemas nas situações de partida do motor em dias mais friosDivulgação

O motorista dá a partida e o carro não liga com o etanol frio. Para evitar o problema, é necessário que os sistemas auxiliares de partida a frio estejam com a revisão em dia, assim como os componentes da ignição. De acordo com Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da NGK, velas de ignição desgastadas constituem um fator que podem causar dificuldades na partida.

Por isso, é importante que os proprietários façam a checagem do componente periodicamente. “Para que o sistema auxiliar de partida funcione de maneira adequada, é preciso que o sistema de ignição esteja em ordem”, explica o especialista.

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Em carros mais modernos, os sistemas auxiliares de partida têm a função de aquecer o etanol quando a temperatura do motor é inferior a 14º C. Segundo Mori, como esse sistema precisa de grande potência para funcionar, forçar seu uso com a vela desgastada pode causar problemas na bateria. E, consequentemente, provocar a sua falha. O mesmo efeito ocorre nos automóveis que possuem reservatório para gasolina, também chamado de ‘tanquinho’ para partida a frio. “Neste último caso, uma dica importante é que o dono do carro faça a limpeza do reservatório e substituição da gasolina com a chegada das temperaturas mais baixas, para garantir o bom funcionamento do sistema”, orienta o especialista. Vale ressaltar que gasolina não utilizada pode apodrecer e gerar borras. Então, é preciso ter atenção.

Por fim, ele recomenda que a vela de ignição seja inspecionada conforme orientação do manual do veículo, a cada 10 mil quilômetros ou anualmente. Também é importante checar as condições dos cabos — responsáveis por conduzir a alta tensão produzida pela bobina até as velas — sempre que o sistema passar por revisão. 

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