Os diferenciais de um líder

O Dia avaliou o Corolla 2018, cujo equilíbrio e refinamento justificam status de mais vendido

Por O Dia

Rio - O campeão de vendas dos sedãs médios brasileiros, o Toyota Corolla, ganhou sua repaginada de meia vida. Ela trabalha o visual do três volumes de forma bem sutil, além de adicionar novos equipamentos importantes. Por uma semana, o DIA fez test drive no difícil trânsito urbano do Rio com uma versão XEi, a intermediária da família, cotada no site oficial da fabricante por R$ 105.440. É um automóvel caro, algo natural no Brasil. Infelizmente, mas ainda assim, quem precisa encarar a tarefa de transitar numa cidade grande terá neste veículo um grande alívio do potencial estresse associado. Sintetizando: o Corolla tem um conforto de cabine de impressionar.

Frente apresenta a principal atualização visual%2C mais arrojada%2C com grade e faróis mais afilados. O Corolla 2018%2C enfim%2C possui os controles de tração e estabilidadeLeandro Eiró / Agência O Dia

Seu conjunto mecânico é o mesmo, formado pelo motor 2.0 flex de 153 cv de potência e 20,7 kgfm de torque, associado com câmbio CVT. A dupla proporciona ao Corolla desempenho satisfatório, com destaque para as arrancadas vigorosas. Tudo sem causar o menor incômodo aos ocupantes, tamanha a harmonia, ainda em condições em que o motor seja bem exigido. A transmissão oferece sete marchas sequenciais simuladas, oportunidade de trocas via borboletas no volante e modo Sport, mas convenhamos: não parece ser a proposta. Intuitivamente, é bem mais propício deixar em ‘D’ e trafegar sossegado.

Listando seus equipamentos, o Corolla XEi 2018 possui LEDs diurnos, rodas de liga leve de 17 polegadas, antena do tipo barbatana de tubarão, chave presencial. No interior, acabamento em cinza, confortáveis bancos de couro, partida por botão, ar-condicionado automático digital, tela TFT de 4,2 polegadas no quadro de instrumentos, interface multimídia via tela de 7 polegadas com TV digital, navegação e câmera de ré. Como itens de segurança, destaque para os sete airbags (duplos frontais, laterais, de cortina, e um de joelho para o motorista), os tardios controles de tração e estabilidade (demoraram a chegar no sedã) e o assistente de partida em rampa.

Conjunto mecânico é o mesmo%2C formado pelo motor 2.0 flex de 153 cv de potência e 20%2C7 kgfm de torque%2C associado com câmbio CVTLeandro Eiró / Agência O Dia

Nosso teste semanal foi todo em ambiente urbano, caracterizado por baixas velocidades, barulho, imobilidade e, principalmente, paciência. Neste ambiente, com alta tendência a aborrecer motoristas, o Corolla é um ‘analgésico’.

Impressões ao volante

O sedã Toyota acenua bastante a celeuma exterior, acomodando os ocupantes numa cabine confortável, acima da média, graças ao trabalho em conjunto de isolamento acústico, câmbio, suspensão, além do espaço interno e assentos.

Conforto de cabine no Corolla é ponto forte do sedãDivulgação

Para quem dirige, um carro com acerto dinâmico bastante agradável. O sedã está ‘na mão’, seja na direção macia e precisa, na suspensão finamente calibrada — o Corolla é excepcional na reação aos desníveis e buracos — ou, ainda, na atuação de pneus e carroceria na tomada de curvas. O bem-estar em dirigir tal modelo parece inquestionável.

Um revés do Corolla é o consumo de combustível. Não espere dele, neste quesito, índices acima da média, como ao considerar outros aspectos. No programa brasileiro de etiquetagem veicular, realizado pelo Inmetro, o sedã atinge, com etanol, até 7,2 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada. Com gasolina, os números são, respectivamente, 10,6 e 12,6 km/l. Seu principal concorrente, o também japonês Honda Civic, na versão topo de linha com motor 1.5 turbo, alcança 11,8 e 14,4 com gasolina. Na nossa avaliação, urbana e com etanol no tanque, o computador de bordo exibido na tela TFT ficou em média com 7 km/l.

Quadro de instrumentos dispõe de tela TFT para funções do computador de bordoLeandro Eiró / Agência O Dia

Liderança folgada

O Toyota Corolla segue sendo o líder do segmento de sedãs médios no Brasil, com ampla vantagem. De janeiro a junho deste ano, já emplacou 29.188 unidades — 40,68% da fatia do grupo. Em segundo lugar, está o Honda Civic, com 14.696 exemplares e 20,48% no período. Em terceiro, está o Chevrolet Cruze, com 8.791 emplacamentos e 12,25%. No último mês de junho, o Corolla emplacou 5.734 unidades, o Civic 2.260 e o Cruze 1.650. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

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