Cinto para quem viaja atrás

Uso do dispositivo de segurança costuma ser ignorado, apesar de salvar vidas em caso de acidente

Por O Dia

Rio - Muita gente ignora o uso do cinto de segurança no banco traseiro, talvez por julgar desnecessário. Há quem ainda camufle os equipamentos embaixo do encosto. Mas o dispositivo pode fazer a diferença e salvar uma vida, em caso de acidente. O seu uso, assim como no assento dianteiro, é essencial.

Em casos de capotamento%2C por exemplo%2C os passageiros sem cinto no banco de trás podem ser arremessados para fora do veículo%2C segundo testes com bonecosAlexandre Brum / Agência O Dia

Em caso de acidente, os viajantes que estão no banco traseiro podem ter o impacto amortecido pelo banco da frente. Casos reais e testes com bonecos mostram que, nos episódios de capotamento, por exemplo, os passageiros sem cinto no banco de trás podem ser arremessados para fora do veículo, o que pode ser fatal.

Peso de elefante

Quem viaja atrás só terá a garantia de ficar preso ao banco em uma batida caso esteja utilizando o cinto de segurança. Sem o dispositivo, o passageiro poderá, em um impacto, se chocar contra as partes rígidas do interior do veículo, como colunas, volante, painel e até mesmo o para-brisa.

Padrão isofix é o mais comum encontrado nos automóveis para fixar cadeirinhas infantisReprodução Internet

Além disso, é um fator de diminuição de risco também para os passageiros da frente, que não serão atingidos pelas pessoas que viajam atrás. Nessa ocasião, o peso de um corpo é maior do que se costuma imaginar. Isso porque, numa batida, o peso de corpos e objetos projetados dentro do veículo se multiplica, aumentando muito o risco de morte. Segundo o Cesvi Brasil, numa colisão a 50 km/h, por exemplo, um adolescente de 50 quilos sem cinto no banco traseiro pode ser arremessado contra os passageiros da frente com um peso aproximado de 1,25 tonelada. Seria como se um filhote de elefante esmagasse alguém dentro do veículo.

Crianças protegidas

Transportar os pequenos soltos dentro do carro é assumir um enorme risco. Crianças devem ser transportadas usando equipamentos de retenção de acordo com a idade e o peso de cada uma. E sempre no banco de trás.

O padrão mais comum para fixação de cadeirinhas e assentos infantis é o Isofix, que utiliza conexão por meio de engates. Há alguns acessórios que dependem da utilização do cinto de segurança para a retenção.

De acordo com o Cesvi, as crianças maiores de 10 anos podem usar o cinto de segurança no banco traseiro normalmente, sem os equipamentos específicos de retenção. Só é recomendado observar se o dispositivo não está próximo demais do pescoço da criança.

Multa grave

O condutor que não estiver fazendo uso do cinto de segurança no banco dianteiro ou transportando passageiros sem cinto pode ser autuado com uma multa grave no valor de R$ 197,23, além de ganhar cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação. É o que diz o Artigo 167 do Código de Trânsito Brasileiro. Ou seja, andar sem cinto, além de colocar sua vida em risco, ainda é um perigo para o seu bolso.

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