Produção de soja e arroz devem crescer em 2014, diz o IBGE

Safra de 2014 deve chegar ao patamar recorde de 86,3 milhões de toneladas, com um aumento ocasionado pela ampliação da área plantada, de 8,5% no estado do Mato Grosso

Por O Dia

Entre as três principais safras da produção agrícola brasileira, a soja e o arroz devem ter crescimento de produção em 2014, enquanto o milho deve apresentar queda, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na estimativa de novembro. Somados, os três grãos respondem por 91,2% da safra nacional de cereais,leguminosas e oleaginosas, e 84,9% da área a ser colhida.

A produção brasileira de soja, em 2014, deve crescer 5,6% em relação ao ano passado, com um aumento de 8,4% da área colhida. A safra de 2014 deve chegar ao patamar recorde de 86,3 milhões de toneladas, com um aumento ocasionado pelo aumento da área plantada, de 8,5% no estado do Mato Grosso. O Paraná, segundo maior produtor nacional, sofreu com a estiagem e teve a produção diminuída em 7%, com queda de 11,9% no rendimento médio da cultura.

Para 2015, a expetativa para a soja é que a produção nacional chegue a 95,395 milhões de toneladas – expansão de 10,5% sobre o que é previsto para 2014. Esse resultado deve ser obtido com os aumentos de 18,1% na produção total do estado e 3,4% no Mato Grosso.

O arroz já teve sua safra de 2014 colhida. O total chegou a 12,2 milhões de toneladas, superando em 3,3% do que foi colhido em 2013. Segundo o IBGE, a safra do arroz, em 2014, foi favorecida pelas condições climáticas, com elevados níveis de mananciais de irrigação na Região Sul. O Rio Grande do Sul é o maior produtor dessa cultura, com 67,8% da produção nacional.

O instituto espera que, no ano que vem, a produção de arroz cresça 2,9%, apesar de o segundo prognóstico de safra para o ano que vem apontar queda na área plantada. A participação gaúcha deve aumentar para 68,9%, com um crescimento de 4,6%. O segundo maior produtor, Santa Catarina, também deve elevar sua produção em 3,1%. A previsão é que o Rio Grande do Sul eleve a área plantada em 3,4%, enquanto os catarinenses devem reduzi-la em 0,2%.

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