Por bruno.dutra

Rio - O desemprego brasileiro voltou a subir no início do ano e chegou a 5,3% em janeiro, maior patamar desde setembro de 2013 (5,4%) ante a mínima histórica de 4,3% em dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Pesquisa da Reuters apontava expectativa para a taxa de desemprego de 5,0% em janeiro, segundo a mediana de 25 projeções, que foram de 3,83% a 5,40% por cento.

Esse é o maior nível desde setembro de 2013, quando o desemprego atingiu 5,4%. Também ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de 5,0% na mediana de 25 projeções.

Com a fragilidade da economia, a inflação alta e os juros elevados, o mercado de trabalho brasileiro vem mostrando sinais de esgotamento há tempos, ainda que a taxa de desemprego mostrada pela PME permaneça em patamares historicamente baixos.

No ano passado, o Brasil criou menos de 400 mil postos de trabalho com carteira assinada, pior desempenho em 12 anos e com fortes demissões na indústria e na construção civil.

Um dos fatores que levou à alta da taxa de desemprego em janeiro foi o aumento da procura por vagas. A população desocupada, que são as pessoas sem trabalhar mas à procura de uma oportunidade, disparou 22,5% em janeiro na comparação mensal e avançou 10,7% na base anual, atingindo 1,288 milhão de pessoas.

Ao mesmo tempo, a população ocupada diminuiu 0,9% sobre dezembro e recuou 0,5% ante o mesmo período do ano anterior, chegando a 23,004 milhões de pessoas, sinalizando fechamento de vagas.

O setor industrial teve queda de 1,3% no número de vagas na comparação com dezembro, o que significa 45 mil postos de trabalho a menos. Em relação a janeiro de 2014 a queda foi de 6% (-216 mil postos).

Já o emprego com carteira assinada no setor privado caiu 2,1% no mês passado ante dezembro e teve queda de 1,9% sobre o ano anterior.

Por outro lado, o IBGE também informou que, em janeiro, a renda média real subiu 0,4% sobre dezembro e avançou 1,7% sobre um ano antes, a R$ 2.168,80.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, cuja previsão é de que substitua a PME, a taxa de desemprego caiu a 6,5% no quarto trimestre de 2014, mas com perdas pela segunda vez seguida no emprego com carteira assinada no setor privado.

Em busca de melhorar o quadro econômico e recuperar a confiança de investidores e consumidores, a nova equipe econômica vem anunciando medidas fiscais para buscar reorganizar as contas públicas.


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