Cunhada de João Vaccari se apresenta à Polícia Federal em Curitiba

Marice é investigada na Lava Jato, que apura denúncias de corrupção na Petrobras. Segundo o juiz Sérgio Moro, ela recebeu dinheiro enviado pelo doleiro Youssef, a pedido de empreiteiras

Por O Dia

Brasília - A cunhada do tesoureiro afastado do PT, João Vaccari Neto, Marice Correia de Lima, apresentou-se à Polícia Federal (PF) por volta das 14h de hoje (17). Segundo a PF, Marice vai passar por exame de corpo de delito, no Instituto Médico-Legal (IML) e possivelmente será ouvida ainda hoje.

Marice é uma das pessoas investigadas na Operação Lava Jato, que apura denúncias de desvio de dinheiro da Petrobras. Na última quarta-feira (15), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da operação, expediu mandado de prisão temporária contra ela, mas os policiais federais que participaram da 12ª etapa da Lava Jato não a localizaram. Segundo o advogado de Marice, Cláudio Pimentel, ela estava no Panamá.

De acordo com o juiz, Marice recebeu dinheiro enviado pelo doleiro Alberto Youssef, a pedido de empreiteiras. Além disso, a cunhada de Vaccari é suspeita de ter renda e patrimônio incompatíveis com seus ganhos. Segundo as investigações, em 2013, ela comprou um apartamento por R$ 200 mil, desistiu da compra e vendeu o imóvel para a OAS, por R$ 400 mil. A Justiça suspeita de fraude na operação.

A defesa de Marice afirmou que não irregularidades nas operações, por terem sido declaradas à Receita Federal. Segundos os advogados, ela prestará todos os esclarecimentos aos investigadores.

Vaccari também foi preso na última quarta-feira (15). Suspeito de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o tesoureiro afastado do PT foi detido em sua casa, em São Paulo. Delatores afirmaram à Justiça que ele intermediou doações de propina em contratos com fornecedores da Petrobras.

Horas após ser detido, Vaccari pediu afastamento do cargo de tesoureiro do PT – solicitação aceita pelo partido.

A defesa do tesoureiro afastado considerou injusta a prisão dele. Segundo o advogado Luiz Flávio D'urso, o decreto de prisão foi fundamentado em depoimentos de delatores, sem apresentação de provas.

"Vaccari repudia as referências feitas por criminosos delatores a seu respeito, pois as mesmas não correspondem à verdade. Ele não recebeu ou solicitou qualquer contribuição de origem ilícita destinada ao PT, e todas as doações ocorreram por via bancária, com transparência, e com a devida prestação de contas às autoridades transparentes", disse o advogado, por meio de nota.

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