Por adriano.araujo, adriano.araujo
Depois de 12 dias com os corredores vazios por causa do feriado de Carnaval, deputados federais e senadores retomam as atividades nesta terça-feira. A volta ao trabalho dos parlamentares deve ser marcada pelos debates em torno dos processos de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do senador Delcídio do Amaral (PT-MS).
Preso na Operação Lava Jato, o senador tem até quinta-feira para apresentar defesa ao Conselho de Ética e convencer os colegas de que não quebrou o decoro parlamentar ao oferecer dinheiro e sugerir uma rota de fuga para livrar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró da prisão.
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Já o Conselho de Ética da Câmara voltará a analisar o parecer do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) pela continuidade das investigações contra o presidente da Casa. A votação desse relatório, em dezembro, foi anulada pelo vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), a pedido de Carlos Marun (PMDB-MS), ambos aliados de Cunha.
Outro assunto que também estará sob os holofotes é o relatório do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) com parecer contrário ao entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) que recomendou a rejeição das contas do governo de 2014. Apresentado no final de dezembro, o relatório defende a aprovação, com ressalvas, das contas da presidente Dilma.
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ALERJ
Os deputados estaduais também voltam a trabalhar esta semana com a missão de aprovar o pacote de medidas idealizado pelo governador para tentar pôr um freio na crise econômica e financeira do estado. As propostas enfrentam, no entanto, resistências na Alerj. Tanto aliados quanto oposicionistas relutam em aprovar o aumento de 11% para 14% da contribuição previdenciária dos servidores e a extinção de seis fundações e uma autarquia vinculadas ao estado.