Por adriano.araujo, adriano.araujo
Roi - Apontado pela presidente Dilma Rousseff como prioridade para o combate ao Aedes aegypti, o Estado do Rio de Janeiro contará a partir desta segunda-feira com 15 mil homens das Forças Armadas que vão vasculhar as residências à procura dos focos de procriação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
De hoje até quinta-feira, cem cidades de todo o país vão receber 55 mil militares em ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, na terceira fase da operação a cargo do Ministério da Defesa.

No sábado, 220 mil militares visitaram 353 cidades e se somaram à ação de agentes de saúde e servidores federais, estaduais e municipais nas capitais e principais regiões metropolitanas brasileiras. O governo federal destinou no orçamento R$ 136 milhões para essas ações.

Os militares vão vasculhar residências em busca de locais favoráveis à reprodução do mosquito Aedes aegypti%2C transmissor da dengue e zikaAgência Brasil

Segundo o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, o trabalho dos militares tem por objetivo mobilizar os cidadãos com efeitos educativos e pedagógicos a vasculharem suas residências, porque entre 70% e 80% dos focos de procriação dos mosquitos estão nas casas.

LARVICIDA

Publicidade
Neste domingo, o laboratório fabricante do larvicida Pyriproxyfen rebateu a suspeita de que produto pode causar microcefalia. Em nota, a Sumitomo Chemical disse que não há base científica que comprove danos à saúde provocados pelo larvicida.
A empresa diz que o Pyriproxyfen é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em campanhas de saúde pública, como “inseticida-larvicida, controlando vetores de doenças, dentre os quais mosquitos Aedes Aegypti, Culex quinquefasciatus e mosca doméstica”.
Publicidade
“O produto é registrado desde 2004 e o Governo brasileiro o vem utilizando como inseticida-larvicida no combate ao Aedes Aegypti. Pyriproxyfen é registrado também para o combate do Aedes aegypti em países como Turquia, Arábia Saudita, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Espanha. Na América Latina, República Dominicana e Colômbia vêm utilizando o produto desde 2010”, afirma a nota da Sumitomo.
No sábado, no Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti, o governo do Rio Grande do Sul anunciou a suspensão do uso do larvicida, apontado em nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), como possível causador de microcefalia.
Publicidade
O produto é utilizado em caixas d’água para eliminar larvas do mosquito vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus zika. Em nota, o Ministério da Saúde disse que só usa larvicidas recomendados pela OMS. A pasta ressalta que alguns locais onde o Pyriproxyfen não é usado também registraram casos de microcefalia.
México e Peru mais afetados
Publicidade
As ações vinculadas aos setores de turismo e transporte na América Latina deverão ser afetadas a curto prazo devido à propagação do vírus zika. A análise é do banco Morgan Stanley que aponta as economias do México e Peru como as mais atingidas caso o vírus se espalhe pelos países latino-americanos. O turismo representa quase 9% do Produto Interno Bruto (PIB) nos dois países.
Segundo o Morgan Stanley, caso o vírus se propague, o Brasil estaria entre os menos afetados, uma vez que o turismo representa apenas cerca de 3,5% do PIB. As ações mais expostas ao tema provavelmente serão as de empresas aéreas, assim como de aeroportos e companhias de aluguel de automóveis.
Publicidade
Entre os papéis, o banco menciona as companhias aéreas Latam e Gol, assim como o operador aeroportuário Asur entre os mais mais expostos a uma escalada da epidemia.
Para o banco, o registro de um crescimento importante nas mortes relacionadas ao vírus e a confirmação de que ele pode ser transmitido entre pessoas poderiam fazer com que um impacto fosse prolongado.