Por felipe.martins

Rio e São Paulo - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou nota ontem à imprensa em que acusa haver um “uso político” do caso dos pagamentos feitos a ex-amante dele, Mirian Dutra, no exterior. Para FHC, essa é uma “questão pessoal”. O ex-presidente reafirmou que não cometeu nenhuma ilegalidade ao enviar recursos para fora do país para custear o filho de Mirian, Tomás, que ele acreditou ser dele até alguns anos atrás.

A nota de FHC foi uma resposta à afirmação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que a área técnica da pasta está fazendo um “estudo preliminar” sobre a denúncia de que o ex-presidente teria enviado dinheiro ao exterior por meio da Brasif S.A. Exportação e Importação.

Em nota, FHC reafirmou que agiu dentro da lei no caso da ex-amanteReprodução

Na nota, FHC afirmou que “nunca utilizou qualquer empresa, exceto bancos, para a remessa de recursos a pessoas no exterior”. “Todas as remessas internacionais que realizou obedeceram estritamente a lei, foram feitas a partir de contas bancárias declaradas e com recursos próprios resultantes de seu trabalho. Não tem fundamento, portanto, qualquer ilação de ilegalidade. O presidente lamenta o uso político de uma questão pessoal”, disse FHC.

Ontem pela manhã, Cardozo afirmou que a Polícia Federal vai investigar o envio desses recursos, caso haja indícios de crime. Segundo o ministro, a prática é padrão no ministério. “Tudo o que sai na imprensa nós automaticamente avaliamos se há indício ou não para abertura de inquérito”, argumentou Cardozo.

Em comunicado oficial, a Brasif confirmou que contratou Mirian Dutra em 2002 “para realizar pesquisas sobre preços em lojas e free shops na Europa”. A empresa garantiu que “o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não teve qualquer participação nessa contratação, tampouco fez qualquer depósito na Eurotrade ou em outra empresa da Brasif”.

José de Abreu diz que se inspirou em FH para viver bandido Gibson

Em entrevista ontem ao programa ‘Morning Show’, da rádio Jovem Pan FM de São Paulo, o ator José de Abreu afirmou que se inspirou no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para viver o personagem Gibson, o “pai da facção” na novela “A Regra do Jogo”, da TV Globo.

“Falaram esses dias que eu sou ladrão e que me inspirei no Lula para o Gibson... Imagina, eu me inspirei no FHC”, disse José de Abreu. Petista assumido, o ator é garoto-propaganda do partido. Em agosto de 2015, ele chegou a apresentar um programa do PT que defendia o governo Dilma Rousseff em meio a crise política.

Na entrevista, ele contou que já votou em Fernando Henrique que, segundo ele, foi seu “ídolo na infância”. “Eu votei no FHC, ele era de esquerda”, disse.  Funcionário há 30 anos da Rede Globo, José de Abreu contou que a diretora da “Regra do Jogo”, Amora Mautner, falou que na novela tinha dois personagens para ele: um rico e um pobre.

“A Amora me falou que tinha dois personagens para eu fazer e um era rico e outro, pobre. Eu queria o rico e ela queria que eu fizesse o pobre!”, contou. Segundo ele, “Lula é pobre” e o personagem é rico — e o próprio ator fez questão de interpretá-lo.

Na entrevista, José de Abreu comentou ainda o desafio que foi viver o personagem sob a direção de Amora Mautner. “A Amora me tirou completamente dessa ‘base de segurança’. Eu me senti fazendo teatro experimental dos anos 1960. Porque ela não chega com a ideia montada, a gente faz junto!”, afirmou.

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