Por felipe.martins

Rio - O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG) enviou à Samarco um ofício em que questiona os valores da campanha publicitária da mineradora, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, em diversos veículos de comunicação. Os procuradores pedem o nome da agência responsável pela campanha, os valores gastos e a cópia do contrato.

Há três meses, a barragem de Fundão, de propriedade da Samarco, rompeu, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e atingindo outras cidades. Os rejeitos também chegaram a mais de 40 cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. O desastre ambiental é considerado o maior no Brasil.

O Conar abriu processo para investigar a veracidade das informações das propagandas da Samarco na TVDivulgação

Nas propagandas, a Samarco mostra relatos de funcionários e moradores de regiões atingidas sobre as ações da empresa após o desastre. Segundo o Ministério Público Federal, causou estranheza aos procuradores a Samarco alegar dificuldades financeiras e ao mesmo tempo bancar uma campanha publicitária do porte e em horário nobre.

Depois do desastre, todas as atividades da Samarco na região de Bento Rodrigues, em Mariana, foram suspensas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais.  Anteontem, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu um processo para investigar a veracidade das informações das propagandas da Samarco veiculadas em canais de televisão. De acordo com o órgão, um conselho de ética com cerca de 150 pessoas deve julgar a campanha no mês de março.

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