Roberto Jefferson é indiciado por lavagem de dinheiro no caso Furnas

Ele confessou ter recebido R$ 75 mil para financiar campanha eleitoral para deputado federal em 2002

Por O Dia

Brasília - A Delegacia Fazendária (Delfaz) indiciou, nesta sexta-feira, o ex-deputado Roberto Jefferson por lavagem de dinheiro no esquema semelhante ao “Mensalão”, montado na companhia estatal Furnas Centrais Elétricas, no caso de ficou conhecido como a “lista de Furnas”. Em depoimento, ele havia confessado ter recebido R$ 75 mil para financiar a sua campanha eleitoral para deputado federal em 2002. 

Além de Jefferson, o lobista Nilton Antônio Monteiro foi indiciado por corrupção ativa. Já os lobistas Nilton Antônio Monteiro, Pedro Pereira Terra, Walter Annicchino, Sérgio José Annicchino, Dieikson Barbosa e Ademir Carnevalli Guimarães, foram indiciados pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Na conclusão do processo, a delegacia identificou ainda Dimas Fabiano Toledo como a peça chave do esquema criminoso. Ele foi diretor de Planejamento, Engenharia e Construção da empresa entre 2000 e 2004. No entanto, ele não pode ser indiciado por "razão da extinção da punibilidade pela prescrição".

Em depoimento, Jefferson havia confessado ter recebido R$ 75 mil para financiar a sua campanha eleitoral para deputado federal em 2002Agência Brasil

Segundo a polícia, Dimas era o responsável por arrecadar as propinas mediante o superfaturamento de obras e serviços junto a empresários da Toshiba e JP Engenharia. O dinheiro se destinava para o financiamento ilegal de campanhas políticas e ao enriquecimento ilícito de agentes públicos, políticos, lobistas e empresários.

"Analisamos 28 caixas de documentos, um volume muito grande de provas e depoimentos encaminhamos tudo ao MPE, inclusive o meu relatório indiciando sete pessoas por crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro", explicou a delegada Renata Araújo, responsável pelo caso

Os representantes dessas empresas contratavam ainda outras de fachada — BCE Corporation, Empresa de Consultoria Brasileira LTDA, Compobrás e Intertel Comércio e Construção LTDA — para prestarem fictícias assessorias técnicas para lavar o dinheiro da propina paga pela Furnas.

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