Vice-presidente do Facebook na América do Sul é preso

Diego Dzodan foi preso em São Paulo pela Polícia Federal quando ia para o trabalho

Por O Dia

São Paulo - O vice-presidente do Facebook na América Latina, o argentino residente no Brasil Diego Dzodan, foi preso nesta terça-feira pela equipe da Polícia Federal da Delegacia de Repressão Entorpecente de São Paulo, em razão de descumprimento de ordem judicial. A ordem de prisão preventiva, quando não há prazo para a soltura, foi feita pelo juiz de Sergipe, Marcel Maia Montalvão, da comarca criminal de Lagarto.

Vice-presidente do Facebook na América Latina%2C Diego DzodanReprodução Internet

Diego Dzodan estava indo para o trabalho, no bairro do Itaim Bibi quando foi detido. Segundo a PF, a decisão judicial tem relação com “reiterado descumprimento de ordens judiciais em investigações que tramitam em segredo de Justiça e que envolvem o crime organizado e o tráfico de drogas”.

A empresa de tecnologia não cumpriu as determinações da Justiça para quebrar o sigilo de mensagens de WhatsApp de investigados envolvidos em tráfico de drogas. O aplicativo pertence ao Facebook desde 2014. O WhatsApp classificou como "extrema" a decisão do juiz Marcel Montalvão, que mandou prender o mais

“Nós estamos desapontados que os órgãos de segurança tenham tomado essa medida extrema. O WhatsApp não pode fornecer informações que não possui. Nós cooperamos ao máximo nesse caso e, apesar de respeitar o trabalho importante das autoridades, discordamos fortemente dessa decisão”, disse a companhia, em comunicado.

Em dezembro de 2015, a juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, determinou o bloqueio do aplicativo WhatsApp por 48 horas. A polícia havia requerido a “interceptação de comunicação telemática”, de três investigados.

Na época, a magistrada determinou a interceptação determinando ao Facebook do Brasil que cumprisse a ordem, mas a empresa informou sobre a impossibilidade de atendimento à decisão. Menos de 24 horas depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo revogou a decisão da juíza.


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