Por cadu.bruno

Rio - Fundadora da Rede de Sustentabilidade, a ex-presidenciável Marina Silva declarou ontem seu apoio às investigações feitas pela Operação Lava Jato, que na sua 24ª fase levou coercitivamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor. Marina atacou a postura do PT de “fazer apologia ao confronto para se defender de acusações”, e disse que o povo brasileiro merece ser reparado por erros do governo.

“É triste, obviamente, ver um partido que no passado suscitou tantas esperanças na defesa da ética e no combate à corrupção, agora tendo que fazer apologia do conflito, do confronto, para se defender de acusações”, afirmou Marina.

Segundo ela, a Polícia Federal deve apurar informações sobre supostas condutas ilícitas de Lula. “Não podemos condenar o ex-presidente, mas não podemos desqualificar os indícios de corrupção”, argumentou a ex-senadora. Para ela, não houve irregularidades na condução coercitiva de Lula determinada pelo juiz Sergio Moro. “Ninguém está acima da lei. Temos que aguardar o andamento das investigações.”

Marina disse ainda preferir que a presidente Dilma Rousseff seja cassada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e não pelo processo de impeachment da Câmara.

DESPESAS

A oposição promete questionar as despesas da viagem da presidente Dilma, no sábado, para visitar o ex-presidente Lula, em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou ontem que o partido vai à Procuradoria-Geral da República (PGR) cobrar o ressarcimento dos gastos da viagem.

“É inadmissível aceitarmos que Dilma misture os canais. Vamos representar à PGR para que esse dano ao povo brasileiro seja reparado”, afirmou o senador Caiado. “Dilma deveria ter custeado, do próprio bolso, as despesas para ir com sua equipe dar apoio a Lula contra decisão legítima do Judiciário”, ressaltou.

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