Por felipe.martins

Rio - O Palácio do Planalto chega com grande preocupação e apreensão à primeira manifestação do ano. Nos monitoramentos diários de redes sociais, há a avaliação de que a mobilização está grande e pode ser catalisadora do processo de impeachment da presidente Dilma.

Se os protestos forem fracos, o governo acredita que o fôlego será maior para a presidente, que vive há meses em um verdadeiro “inferno astral” e que terminou a semana declarando à imprensa que não renuncia ao mandato. O momento é considerado decisivo e delicado para todos e há uma preocupação com a possibilidade de confrontos, caso haja enfrentamento de grupos a favor e contra o ex-presidente Lula. O último fenômeno que o Palácio do Planalto deseja é o de enfrentamentos graves, com vítimas.

As últimas informações que chegaram ao governo, ainda provenientes do acompanhamento das redes sociais, mostram que a presença nas ruas, no domingo, terá público expressivo, semelhante ao de março do ano passado.

Desde segunda-feira, a presidente Dilma tem comandando reuniões e, também no início da semana, apelou ao seu partido, o PT, e aos movimentos sociais, por meio dos seus ministros, para que cancelem os eventos marcados para o próximo domingo, pelo menos nas cidades onde já existem manifestações agendadas contra o governo. O objetivo é evitar, justamente, violência e graves confrontos.

Apesar da preocupação com seus impactos, o governo está tentando encarar os protestos de amanhã com naturalidade. Uma sala de acompanhamento foi montada no Ministério da Justiça. A presidente Dilma ficará no Palácio da Alvorada, sem agenda oficial. Ao fim do dia, a presidente deverá se reunir com os ministros da Casa Civil e da Secretaria de Governo para avaliar o quadro.

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, também estará a postos, em Brasília, assim como os comandantes das três Forças Armadas. Os militares não estarão de prontidão ou sobreaviso por conta dos protestos.

Marca do apresentador Luciano Huck lança camiseta apoiando Moro R$ 140 mais barata a dois dias de protesto

A Reserva, marca de roupas do apresentador Luciano Huck, mais uma vez se vê no olho do furacão. Na manhã desta sexta-feira, a grife lançou uma camiseta cuja estampa apoia o juiz federal Sérgio Moro — que comanda o julgamento dos crimes na Operação Lava Jato — e causou polêmica na Internet.

O lançamento se dá dois dias antes da manifestação pró-impeachment, neste domingo, e um dia após o Ministério Público de São Paulo pedir a prisão preventiva do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, investigado na Lava Jato. Uma camisa da grife custa R$ 179. No entanto, apenas a estampa favorável a Moro custa R$ 40 até domingo — dia dos protestos convocados em todas as capitais federais.

Reserva lança camiseta partidária dois dias antes dos protestos convocados em todas as capitais federaisReprodução Internet

Na página da empresa, vários internautas atacaram o posicionamento da marca e acusaram a Reserva de incitar o público contra o governo. "Ridículo, menos um cliente! E apoiando alguém que deveria ser imparcial e está sendo totalmente parcial e partidário!", disse um usuário na página oficial da marca. "Péssima jogada entrar nessa discussão política, nesse momento, dessa forma. Já não tinha uma imagem boa enquanto marca, agora é que não compro nunca mais mesmo. Oportunismo desenfreado e muito deselegante".

Já outro usuário acusou a marca de só querer lucrar nas piores situações  "Custou aparecer uma marca Brasileira que me fez mudar de ideia sobre as marcas importadas,mesmo tendo um preço muita exagerado em algumas peças ainda sim me mantinha fiel pq acreditava que era inovadores,mas uma vez estava enganado, vcs são como os outros só pensam no Dinheiro e surfa na moda do quando pior melhor (SIC)".

Internautas reagiram à lançamento de estampa partidária e marca respondeu Reprodução Internet

A Reserva foi procurada para comentar o fato mas não respondeu à reportagem. 

Com informações da repórter Bianca Lobianco

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