Estudo analisa igualdade de gênero em ações de segurança internacional

Pesquisadora observou 20 países que adotaram planos que incluíam uma agenda de igualdade de gênero

Por O Dia

Brasília - Em outubro de 2015, o Brasil anunciou que vai elaborar um Plano Nacional de Ação (PNA) para a implementação de uma agenda de igualdade de gênero em atividades relacionadas à paz e à segurança internacional. Para contribuir com o plano, o Instituto Igarapé lançou um novo estudo, nesta quarta-feira, que destaca lições aprendidas por países que elaboraram planos nacionais desse tipo. 

“A atenção às necessidades específicas de mulheres e meninas aliada à maior participação de mulheres tornaram-se um elemento central para a paz sustentável”, analisa a autora do estudo, Renata Giannini.

Para o estudo, a pesquisadora do Instituto Igarapé, investigou os planos de 20 países e realizou mais de 45 entrevistas, no Brasil e no exterior. Desde 2005, mais de 50 países elaboraram seus planos, e outros três, incluindo o Brasil, anunciaram que também elaborarão PNAs.

No ano 2000, O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) autorizou a resolução  1325, que reconhece pela primeira vez a relação entre a igualdade de gênero e a paz. Os PNAs definem a estratégica nacional para a implementação da resolução, que requer que mulheres desempenhem papéis centrais na gestão, prevenção e resolução de conflitos e a transversalização de gênero em todas as ações da organização.

A agenda da ONU tem quatro pilares principais: participação e liderança de mulheres em ações voltadas para a paz e segurança internacional; promoção de ações voltadas para a proteção de civis (em especial, mulheres e crianças) contra a violência baseada em gênero, sobretudo a violência sexual; promoção de ações voltadas para a prevenção da violência baseada em gênero e da violência sexual; promoção do empoderamento de mulheres como forma de prevenir a violência contra elas e protegê-las de todas as formas de violência.

“Essa agenda ainda enfrenta desafios, em especial no que se refere à formulação e materialização de políticas no âmbito nacional. O objetivo da pesquisa é ajudar na definição de estratégias específicas para que o país alcance esse objetivo. O Brasil é um importante ator no âmbito da paz e segurança internacional e pode responder – de maneira criativa e efetiva – aos desafios propostos. A promoção da igualdade de gênero contribuirá para a sustentabilidade das ações e para a promoção de uma paz que seja verdadeiramente duradoura”, diz Renata.

 

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