Manifestantes pró-impeachment seguem na Avenida Paulista

O acampamento foi iniciado na quarta-feira e dispersado na sexta-feira sob ação policial

Por O Dia

São Paulo - Manifestantes que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff continuam acampados em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na avenida Paulista. No começo da manhã deste domingo, o grupo reunia cerca de 100 pessoas e, de acordo com os participantes, a presença deles no local se mantém "pelo tempo que for necessário".

O acampamento foi iniciado na quarta-feira e dispersado na sexta-feira sob ação policial, que foi justificada pela realização de manifestação contrária ao impeachment. A manifestação contou com a presença do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e se prolongou até a madrugada de sábado.

A designer Daniela Figueiredo contou que 70 pessoas estão nas barracas e outras 30 se revezam, em pé, no microfone ou puxando os gritos de ordem. "Vamos ficar o tempo necessário até a renúncia da Dilma, o fim dessa história de Lula no ministério da Casa Civil, e para apoiar o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava Jato", disse.

Ela contou ainda que a manifestação não tem ligação com o Movimento Brasil Livre ou o Vem Pra Rua. Os participantes também se definem como não partidários. "É corrupto, tem de ir para a cadeia, após investigação e comprovação", afirmou a designer.

Assim que a Avenida Paulista foi fechada para carros, foram observados alguns desentendimentos entre pessoas que passavam no local e manifestantes.

O técnico em automação industrial Wesley Quoos Tubaroski disse que quase foi agredido quando foi tentar conversar com os presentes. "Fui conversar e tentar entender o que eles pensam, logo me tacharam de maconheiro, de comunista", disse Tubaroski, que é filiado ao PSOL. Enquanto conversava com a reportagem do Broadcast, uma garrafa de água foi jogada contra o técnico e duas pessoas trajadas com cores da bandeira nacional se aproximaram para xingá-lo

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