São Paulo vive surto da H1N1, admite secretário de Saúde

Governo de São Paulo pediu ao governo federal para antecipar a campanha de vacinação

Por O Dia

Vacina ainda é o meio mais eficaz para conter a gripe severagripe suína

São Paulo - Não bastassem a dengue, a chicungunha e a temida zika, transmitidas pelo onipresente Aedes aegypti, o país tem agora que se preocupar com outra doença: a fatal ‘gripe suína’, nome popular da síndrome respiratória aguda grave, transmitida pelo vírus H1N1. Até dia 19, foram registrados quase 400 casos no país. Cinquenta pessoas morreram, e, dessas mortes, 46 tiveram relação direta com o H1N1. São Paulo registrou 38 óbitos.

“O que estamos tendo é um surto, ou seja, um crescimento rápido do número de casos em um local restrito, maior do que se tinha no ano passado. Não estamos em situação epidêmica, mas este surto mostra que tivemos mais problemas respiratórios até a 11ª semana deste ano, que levaram várias pessoas a ficar internadas, independentemente do H1N1”, afirmou Alexandre Padilha, secretário municipal de Saúde de São Paulo.

O governo de São Paulo pediu ao governo federal para antecipar a campanha de vacinação contra a gripe no estado. No Brasil, a vacinação está prevista para começar em 30 de abril. O secretário estadual de Saúde, David Uip, falou por telefone com o ministro da Saúde, Marcelo Costa e Castro, e formalizou o pedido.

O que está chamando a atenção dos médicos é que a circulação do vírus começou mais cedo aqui. Em geral, os surtos ocorrem entre maio e julho. A hipótese mais provável é que brasileiros que tenham viajado durante as férias para países do hemisfério norte, como Estados Unidos e Canadá, onde o vírus H1N1 continua circulando, tenham trazido o vírus.

NO SUL

Dois pacientes diagnosticados com o vírus H1N1 morreram em Santa Catarina no sábado. As vítimas são uma mulher de 48 anos e um homem com 43. Ambos estavam internados há cerca de três semanas em hospitais de Blumenau. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, neste ano foram registrados oito casos confirmados de gripe H1N1, incluindo os dois pacientes que morreram no fim de semana.

A vacina é a principal maneira de evitar a doença, mas existem outros cuidados, como evitar aglomerados e lavar bem as mãos. O vírus da influenza passa através de secreção respiratória, ou seja, tosse e espirro, mas também por contato com objetos, como canetas.

Últimas de Brasil