Em Recife, PF faz operação contra quadrilha que ameaça juízes na internet

Ameaças vinham do Complexo do Curado, em Recife; Um dos suspeitos do crime é um detento que atualmente cumpre pena em uma das unidades prisionais do local

Por O Dia

Recife - A Polícia Federal deu início em Pernambuco, na manhã desta segunda-feira, a operação Égide de Athena com o objetivo de desarticular uma quadrilha que utilizava as redes sociais para ameaçar duas juízas federais. Segundo a PF as mensagens de ameaça eram enviadas de dentro do Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste da capital pernambucana. Um dos suspeitos envolvidos no crime é um detento que atualmente cumpre pena em uma das unidades prisionais do Complexo. 

Na operação, 30 policiais e um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cumprem oito mandados de condução coercitiva no Recife, nos bairros do Rosarinho e Boa Viagem e nas cidades de Olinda e Abreu e Lima, na Região Metropolitana da cidade. Os alvos são um advogado, o dono de provedores de internet e parentes de um presidiário, além de um mandado de prisão preventiva em favor do detento. A PF informou que o homem será transferido para um presídio federal de segurança máxima. 

De acordo com informações da assessoria de comunicação da PF, a investigação começou há menos de um ano quando um perfil suspeito no Facebook postou ameaças e intimidações a duas juízas federais na rede social. Durante a apuração, houve a quebra do sigilo da conta suspeita na rede social e a Polícia identificou os endereços dos possíveis usuários que acessaram a página no período da publicação das mensagens ofensivas. A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos confirmou com a operadora telefônica que os acessos foram feitos a partir do aparelho que consta no nome do detento.

A Polícia Federal comprovou que as mensagens e e-mails destinadas às juízas eram originadas de dentro do Complexo do Curado, onde a PF conseguiu apreender quatro aparelhos celulares na cela do detento. A situação se agravou quando foi confirmada a informação de que o preso usou a mesma conta de e-mail para pedir informações sobre compra de armas, questionando o preço e a entrega no Recife.

Caso sejam condenados, os suspeitos poderão ser responsabilizados pelos crimes de ameaça contra honra e coação contra autoridade, cujas penas podem chegar a mais de quatro anos de prisão. Uma das magistradas que estava sendo alvo de ameaça de morte por parte do suspeito teria condenado o homem em duas situações e, por isso, a vingança, segundo a PF.

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