Editorial: Marina entre o futuro e o fracasso

As águas da Baía de Guanabara ainda são motivo de vergonha, seja pela absurda quantidade de lixo flutuante, seja pelo criminoso despejo de esgoto em alguns pontos

Por O Dia

Rio - Inaugurada esta semana, a Marina da Glória devolveu aos cariocas parte de sua orla que, durante anos, nada oferecia a não ser degradação e insegurança. Situado no extremo mais ermo do Aterro, o conjunto de píeres foi modernizado e aberto ao público, antes isolado por uma mureta. A despeito das várias polêmicas que cercam a obra, como destinação do espaço, tombamento e obstrução da vista, trata-se de um indiscutível legado dos Jogos para o Rio.

Pena que esse legado chegue incompleto, a julgar pelo que se viu e se sentiu na festiva inauguração. As águas da Baía de Guanabara ainda são motivo de vergonha para a cidade, seja pela absurda quantidade de lixo flutuante, seja pelo criminoso despejo de esgoto em alguns pontos. A própria foz do Rio Carioca, a poucos metros da Marina, é exemplo de imundície.

Muitas foram as promessas e as tentativas de limpar a Baía, e agora as autoridades se prendem a conjunturas pontuais para assegurar a balneabilidade. Fracasso que insiste em estragar o futuro em construção no Rio.

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