Tucanos aumentam tom anti-Dilma

PSDB decide apoiar oficialmente o impeachment. FHC, Aécio e Alckmin lideraram reunião

Por O Dia

Aécio e o líder sindical Paulinho da Força%3A juntos contra o governo do PTEstadão Conteúdo

Rio - Lideranças do PSDB anunciaram nesta quinta-feira em São Paulo a formalização do apoio do partido ao impeachment. “Por mais penoso que seja interromper um mandato, é mais penoso ver o Brasil se esfacelar e ver que não existe capacidade do atual governo se recompor e se reconstruir”, explicou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Os tucanos, no entanto, não se manifestaram a favor de um eventual governo Michel Temer (PMDB). “O nosso foco é o impeachment, o Temer é uma segunda etapa”, resumiu o deputado Silvio Torres (SP).
O encontro durou mais de duas horas e reuniu os principais nomes nacionais do PSDB, como os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Anfitrião do encontro, ocorrido no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin falou das mazelas sociais provocadas pela crise econômica. “Assistimos a economia derreter enquanto a situação política se agrava”, analisou.
Após o encontro, o senador Aécio se juntou ao sindicalista e deputado Paulinho (SD-SP), da Força Sindical, para participar de ato promovido em favor do impeachment, no centro da capital paulista.

“Hoje, o caminho que se apresenta aos brasileiros é o caminho do afastamento constitucional da presidente da República pelo impeachment para que o Brasil possa voltar a crescer”, afirmou Aécio. “O impeachment está nas nossas mãos.”

Aécio seguiu a linha do partido e evitou falar em apoio a um eventual governo Temer e na negociação de cargos com o PMDB. As conversas entre os dois partidos, no entanto, já começaram, e contam com a articulação de um dos principais nomes do tucanato, o do senador José Serra.

Aécio nega propina em campanha

O senador Aécio Neves rebateu a argumentação do governo de que tanto a campanha dele como a da presidente Dilma receberam dinheiro da empreiteira Andrade Gutierrez — construtora que reconheceu uso de propina em doações eleitorais em 2014.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, a Andrade Gutierrez doou R$ 24 milhões para o PSDB, sendo R$ 12 milhões para a campanha presidencial de Aécio. O PT recebeu R$ 14,68 milhões. “Uma coisa é financiamento de campanha, outra coisa é o achaque. Recebemos, mas somos oposição. Que influência teríamos no benefício dessas empresas?, questionou o tucano.


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