Suplentes da oposição chegam na comissão do impeachment para garantir voto

O deputado Laudívio Carvalho (SD-MG) foi o primeiro da fila, chegou às 6h40 na sala da comissão. Abertura do registro de presença só acontecerá às 10h

Por O Dia

Brasília - Em plena segunda-feira, dia em que a Câmara dos Deputados tem pouco movimento, parlamentares da oposição acordaram cedo para marcar presença na comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Embora a sessão de votação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) esteja prevista para começar só às 10h, os suplentes foram os primeiros a chegar. O deputado Laudívio Carvalho (SD-MG) foi o primeiro da fila, chegou às 6h40 na sala da comissão. O segundo a entrar na fila foi o tucano Bruno Araújo (PE), com Vitor Valim (PMDB-CE), às 7h30. Neste momento, dez parlamentares aguardam a abertura do registro de presença, o que acontecerá só às 10h.

Um dos que faltarão à sessão desta segunda, é o deputado Washington Reis (PMDB-RJ) - que integrava o grupo dos oito que se declararam indecisos. O parlamentar está internado com a gripe H1N1 e nesse domingo, dizia que em seu lugar votaria Marx Beltrão (PMDB-AL). O deputado de Alagoas ainda não chegou, portanto, se conseguir registrar a presença primeiro, votará no lugar de Reis o suplente Laudívio Carvalho.

A preocupação da oposição e do governo é garantir hoje que, em caso de falta de algum membro titular, seu suplente tenha o voto validado. Pela regra anunciada na semana passada pelo presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF), será computado o voto do suplente do bloco partidário que registrar presença primeiro.

Deputados da comissão do impeachment discutem por causa de fila

Minutos antes do início da sessão da comissão especial do impeachment, deputados de oposição e de governo se desentenderam sobre a fila para registro de presença na manhã desta segunda-feira. Houve tensão entre os deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Vitor Valim (PMDB-CE), que votam a favor do impeachment, e os governistas Orlando Silva (PcdoB-SP) e Hildo Rocha (PMDB-MA).

A discussão começou quando Rocha anunciou que registraria presença no painel e reclamou que não havia combinação para lista de ordem de chegada antes da abertura do sistema. "Mudaram a regra sem combinar comigo", disse Rocha, que chegou às 9h21. Valim rebateu e disse que era o terceiro da fila, uma vez que chegara às 7h30. Orlando Silva entrou na discussão em defesa de Rocha.

Ao ser informado da polêmica em torno da fila, Marun reclamou que pegou avião de madrugada para estar cedo em Brasília e acusou os governistas de não respeitarem a fila. "Você não tem ética, por isso estão quebrando o País. Vocês são furão de fila. Comunista que é golpista", disse Marun aos gritos. "Sou comunista graças a Deus. Você será derrotado, Marun. No grito não", respondeu Orlando Silva.

A preocupação da oposição e do governo é garantir hoje que, em caso de falta de algum membro titular, seu suplente tenha o voto validado. Pela regra anunciada na semana passada pelo presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF), será computado o voto do suplente do bloco partidário que registrar presença primeiro.

Um dos que faltarão à sessão de hoje é o deputado Washington Reis (PMDB-RJ) - que integra o grupo dos oito parlamentares que se declaram indecisos. O deputado está internado com a gripe H1N1 e ontem dizia que em seu lugar votaria Marx Beltrão (PMDB-AL), mas o deputado não chegou cedo.

Por ter chegado às 6h40, votará no lugar de Reis o suplente Laudívio Carvalho (SD-MG), o primeiro a chegar na sala da comissão.

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