Autores do pedido de impeachment fazem discursos políticos

Acusadores de Dilma foram ouvidos na comissão do Senado

Por O Dia

Advogada chamou de novo a atenção pelos excessos emocionaisDivulgação

Brasília - Os juristas Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal prestaram depoimento ontem na Comissão do Impeachment do Senado e insistiram que a presidente Dilma cometeu crime de responsabilidade. Os discursos dos dois, professores de Direito, foram marcados pelo tom político. 

Autores do pedido de afastamento da presidente, eles afirmaram que as acusações da Lava Jato devem ser consideradas no processo. Reale, que foi ministro da Justiça de Fernando Henrique, disse que o processo é contra uma “ditadura da propina”.

Segundo ele, há “muita clareza” na responsabilidade de Dilma na edição de decretos orçamentários. “Nunca vi um crime com tanta impressão digital”, afirmou. Aliados de Dilma reclamaram do tom político das falas.
Reale foi embora da sessão antes dos questionamentos, afirmando que tinha de retornar a São Paulo. “Foi um discurso muito político e não se ateve ao crime de responsabilidade”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Para ele, “não há base jurídica suficiente para se afastar uma presidente ”.

ADVOGADA POLÊMICA

Janaína Paschoal teve dificuldades para fazer sua explanação. Ela gastou pelo menos 10 dos 30 minutos de fala fazendo uma defesa própria e refutando acusações de que teria relações com PSDB ou PMDB. Gesticulando muito, levantando a Constituição e citando as “criancinhas, os pequenos brasileirinhos”, Janaína defendeu que as pedaladas são uma manobra fiscal e que a “maior prova do dolo é que o governo escondeu a manobra, porque sabia que era ilícita”. 

Últimas de Brasil