Jucá tomará conta do BNDES

Senador de Roraima deve assumir Planejamento turbinado. José Serra iria para super Itamaraty

Por O Dia

Senador Romero Jucá será titular do PlanejamentoJose Cruz/ABr

Brasília -O vice-presidente Michel Temer resolveu ampliar os poderes do Ministério do Planejamento, caso assuma a Presidência da República. A pasta deve ficar com o senador senador Romero Jucá (PMDB-RR), que apoiou todos os governos desde a gestão de José Sarney. Braço direito de Temer, Jucá terá fortes poderes e uma função básica: estimular os investimentos no país.

Segundo fontes próximas ao vice-presidente, Michel Temer está inclinado a acabar com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, transferindo parte das atribuições para o Planejamento. Na prática significa que Jucá terá sob seu comando o maior órgão do fomento do governo, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Nessa reconfiguração da Esplanada, a parte do comércio exterior ficaria com o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. Ontem, Temer convidou o senador José Serra (PSDB-SP) para assumir um Itamaraty turbinado, como Itamar Franco fez com o tucano Fernando Henrique Cardoso após o impeachment de Fernando Collor. Serra ainda não respondeu. Ele estava cotado para a Educação. 

Para a o Ministério da Fazenda já está confirmando o o nome de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central no governo Lula. Meirelles pediu carta branca para escolher os principais cargos econômicos da governo, entre eles o do presidente do Banco Central. Seu preferido <CW-6>para a função é Ilan Goldfajn, economista-chefe do Banco Ita. Illan não será um estreante no BC. Entre 2000 e 2003, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, ele foi diretor de Política Econômica do Banco Central

TUCANOS

Após 40 minutos de reunião com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-presidente Fernando Henrique defendeu ontem que a administração de Michel Temer não tenha a cara de um único partido.
“Não será o governo do PSDB, não deve ser o governo de nenhum partido. Não pode ter a cara de um partido. Será governo de emergência nacional. Quem vai se negar a ajudar o Brasil na emergência?”, questionou o ex-presidente. 


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