Eduardo Cunha faz ironia com o ritmo das ações contra ele

Deputado acha que é vítima de vingança

Por O Dia

Brasília - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ironizou nesta terça-feira os novos pedidos de investigação da Procuradoria-Geral da República contra ele. O peemedebista voltou a reclamar de perseguição da PGR e disse que diariamente é um “absurdo diferente” que imputam a ele.

“A cada dia que passa, desde a votação do processo de impeachment, está havendo uma aceleração de ações. Daqui a pouco até multa de trânsito vai ter abertura de inquérito contra mim. Estou achando que é uma ação política, uma perseguição clara, que vamos responder no seu tempo”, declarou.

No dia 28 de abril, o procurador Rodrigo Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura do sexto inquérito contra Cunha na operação Lava Jato. O parlamentar também minimizou a ação da Rede Sustentabilidade, pedindo seu afastamento da presidência da Câmara. Cunha afirmou que a ação da Rede no Supremo é inócua, e que tecnicamente ele ainda não é réu.

Sobre seu processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara, o peemedebista disparou contra o presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), a quem acusou de cometer ilegalidades a cada dia para postergar o processo e se manter na mídia. “O presidente do Conselho de Éticaquer holofotes”, argumentou o deputado fluminense.

VICE DE TEMER

Cunha tentou a todo custo esquivar-se de questionamentos sobre a chance de assumir a Presidência interinamente caso Michel Temer assuma o governo e tenha que viajar. “Não sou sucessor do presidente da República. Sempre estive na linha como sucessor eventual. Não comento hipótese”, afirmou o presidente da Câmara. 

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