'Graças a Deus quarta-feira o Brasil vai se livrar do PT', diz Eduardo Cunha

Na próxima semana, o plenário do Senado irá votar o afastamento ou não da presidenta Dilma Rouseff

Por O Dia

Brasília - O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira, que estranhou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastá-lo da presidência da Câmara e também suspender seu mandato eletivo. Em entrevista coletiva concedida em frente de sua residência em Brasília, Cunha disse que respeita a Corte, mas que "não pode deixar de contestar e estranhar" a decisão. "Há pontos a serem contestados com muita veemência", afirmou o deputado afastado.

Cunha esteve na residência oficial com seus advogados e disse que vai apresentar recurso à decisão do ministro do SupremoAntônio Cruz/Agência Brasil

Cunha disse ainda que sua defesa não teve tempo para o devido contraditório. "Não houve tempo para que se pudesse o devido contraditório", afirma Cunha. Afirmou também que faltou tempo para os ministros ficarem sabendo da integridade do voto do relator, ministro Teori Zavascki.

O peemedebista afirmou estranhar que a decisão de Teori tenha sido dada logo depois de o processo de impeachment ter sido aprovado na Câmara e contestou alguns pontos do documento formulado pela Procuradoria-Geral da União.

São "pontos muito graves que têm de ser colocados com muitos detalhes". Cunha disse ter havido interferência "clara e nítida" no Legislativo e que sofreu "retaliação política pelo processo de impeachment" porque o "PT gosta de companhia no banco dos réus". Em várias respostas dadas chamou atenção quando ele disse que "Graças a Deus o Brasil iria se livrar do Partido dos Trabalhadores na próxima quarta-feira". Na semana que vem, o plenário do Senado irá votar o afastamento ou não da presidenta Dilma Rouseff. 



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