Comissão do impeachment no Senado votará relatório do senador Anastasia

Votos pela admissibilidade do impedimento da presidente Dilma Rousseff serão eletrônicos

Por O Dia

Brasília - O presidente da Comissão Especial do Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), abriu no período da manhã desta sexta-feira, a sessão para a votação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) pela admissibilidade do impedimento da presidente Dilma Rousseff na Casa. Pouco depois da abertura, a sessão foi suspensa por uma questão peculiar.

Antonio Anastasia (PSDB-MG)%2C relator da Comissão Especial no Senado Divulgação / Agência Senado

Após discussão entre parlamentares da oposição e do governo, o presidente decidiu pela suspensão de cinco minutos a fim de trocar a campainha usada para repreender as manifestações mais exaltadas no plenário.

Pelo rito da sessão desta sexta, Anastasia terá direito a uma fala sobre o relatório apresentado na última quarta-feira, após as primeiras comunicações. Em seguida, os líderes de partidos e blocos partidários terão, cada um, cinco minutos para encaminhar a orientação de voto.

A votação será eletrônica, mas os senadores que quiserem terão o direito de anunciar seu voto em dez segundos. Composta de 21 membros, a comissão precisa de maioria simples (11 votos) para aprovar o relatório.

Afastamento

Independentemente do resultado da votação desta sexta-feira, a matéria segue para o plenário do Senado, onde todos os senadores poderão participar de nova votação na próxima quarta-feira, 11. Esta primeira votação determina apenas a abertura do processo de impeachment. Em contrapartida, caso a maioria da Casa seja favorável à admissibilidade, a presidente Dilma já será afastada por 180 dias.

Neste período, o vice-presidente Michel Temer assume o comando do Poder Executivo e poderá montar o seu governo, indicando novos ministros e outros cargos. A Comissão Especial do Impeachment do Senado continua o seu trabalho, desta vez analisando o mérito do processo de impeachment e a culpa ou não da presidente da República. A previsão é que o julgamento final de Dilma Rousseff aconteça por volta de setembro.

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