Lava Jato: ‘CPI virou balcão de negócios’

Procurador diz que senador negociava propinas em jantarcom vinhos caros

Por O Dia

Rio - Os procuradores da Lava Jato apresentaram ontem denúncia à Justiça contra o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), o empresário Ronan Maria Pinto e outras 18 pessoas suspeitas de envolvimento em pagamentos de propinas por empreiteiras com contratos com a Petrobras. O procurador da República Athayde Ribeiro Costa afirmou que o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) transformou as CPIs do Congresso abertas para investigar fraudes na Petrobras em um “balcão de negócios”.

O senador Argello foi denunciado formalmente por cobrar R$ 5 milhões de pelo menos sete empreiteiras do cartel que atuava na Petrobras para que seus executivos fossem blindados contra as Comissões Parlamentares de Inquérito.

Segundo o procurador, foi o presidente da OAS José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, o primeiro a buscar Argello para acerto do esquema. “Léo Pinheiro auxiliava Argello nos atos de corrupção”, acusou o procurador Ribeiro Costa. Os encontros com o ex-senador ocorreram em “jantares regados a vinhos” na casa de Argello e de seu filho, sustenta o Ministério Público Federal.

De acordo com as investigações, Argello e assessores cobraram propina de empresas entre abril e dezembro de 2014 para evitar que empreiteiros fossem convocados para depor na CPI do Senado e na CPMI no Senado e na Câmara que apurava corrupção em contratos da Petrobras. Além deles, estão sendo denunciados os empreiteiros Marcelo Odebrecht, da holding Odebrecht, Ricardo Pessoa, da UTC, Léo Pinheiro, da OAS, e executivos e diretores do segundo escalão dessas construtoras.

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