Ao lado de aliados, Dilma acompanha, do Alvorada, sessão do Senado

Já Temer acompanha votação no Palácio do Jaburu; filho e esposa chegam à tarde

Por O Dia

Brasília - A presidente Dilma Rousseff acompanha no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, a sessão extraordinária do Senado que vai decidir sobre a admissibilidade do seu processo deimpeachment. Se aprovado por metade mais um dos senadores, ela será afastada do cargo por 180 dias e nesse período o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o comando do país.

Neste momento, o ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, comanda reunião ministerial no Palácio do Planalto. O encontro tem a participação dos titulares das 32 pastas que fazem um balanço das ações de governo.

Temer no Jaburu

Enquanto o Senado Federal faz sessão extraordinária para decidir a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente da República Michel Temer dá continuidade às articulações para a formação de seu governo, no caso da presidenta ser afastada.

Temer começou a manhã de hoje reunido com deputados federais da bancada do PMDB de Minas Gerais e o vice-governador do Estado, Antônio Andrade, no Palácio do Jaburu. Pela tarde, a esposa e o filho do vice-presidente chegam a Brasília para acompanhar ao lado de Temer o resultado da votação.

Entre os deputados mineiros pemedebistas estão Saraiva Felipe e Leonardo Quintão. O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, também está no Jaburu. Geddel integra a equipe de articulação que se reúne regularmente com o vice-presidente para a formação de um possível futuro governo.

Com a movimentação de parlamentares no Jaburu, Temer ainda não conseguiu acompanhar as discussões do plenário do Senado inciadas por volta das 10h.

Nas últimas semanas, após a aprovação do prosseguimento do processo de impeachment pela Câmara, o Palácio do Jaburu, residência oficial do vice, passou a ser o local de reuniões e negociações em torno dos acertos para a formação da equipe ministerial do vice-presidente de forma a abarcar o máximo de partidos políticos.

Ontem, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a intenção de Temer é  reduzir o número de ministérios após um eventual afastamento da presidenta Dilma Rousseff. “O vice apresentou a nova configuração com a redução de dez ministérios", disse Jucá.

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