'PT assinou o AI-5 mais danoso do país', diz senador Ronaldo Caiado

Segundo ele, é o partido quem está tirando o direito principal do cidadão de não depender de programas sociais

Por O Dia

Brasília - Em discurso no Senado pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), afirmou na tarde desta quarta-feira que "o verdadeiro golpe é o desemprego." "O PT assinou o AI-5 mais danoso do país. Decretou o fim de 11 milhões de empregos", declarou Caiado da tribuna do plenário relembrando o mais duro ato da ditadura militar ao falar sobre a situação econômica, que ele disse estar "em frangalhos."

Segundo Caiado, nenhum programa social será impedido pelo próximo governo e o maior que um pode ter é o emprego para a população. "Quem é que está destruindo o país? Tirando o direito principal do cidadão de não ser submisso ao governo, de depender de programas sociais? É o próprio PT", afirmou o senador.

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Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária que decidirá pela aprovação ou rejeição do relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment Divulgação / Ag. Senado

Ele elencou diversas consequências da crise econômica e acrescentou que 303 mil empresas fecharam no país nos últimos 18 meses, o PIB caiu, a taxa de energia elétrica subiu mais de 60%, entre outros. Segundo ele, isso é a herança do governo petista, eleito, em sua visão, com demagogia e populismo.

O senador relembrou a situação da Eletrobrás, falida, e Petrobras, que "passou da quarta maior empresa do mundo para devedora de R$ 498 bilhões". Ele citou o que chamou de "tese dos aposentados", que o partido da presidente "diz defender" e o fundo de pensão dos Correios, Postalis. Caiado foi além e disse que o PT "extorquiu direitos dos aposentados."

Encerrando seu discurso, falou que os parlamentares favoráveis ao afastamento da presidente ouviram o clamor popular e irão encerrar um "ciclo danoso" de 13 anos, um "processo populista demagógico, bolivariano", segundo ele. "O que a população brasileira fez foi sair e nos alertar para não deixar acontecer o que aconteceu na Venezuela", afirmou o senador, lembrando que no país não se pode usar energia elétrica todos os dias.

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