Michel Temer enfrenta dificuldades para criar CPMF

A atriz Bruna Lombardi é a quarta mulher a não aceitar convite do governo para assumir Secretaria Nacional de Cultura

Por O Dia

Brasília - Apontada pela equipe econômica como uma das saídas para sanear em parte as contas do governo, a criação da CPMF corre o risco de não sair do papel. A proposta enfrenta resistências junto aos parlamentares que pediram ontem ao presidente em exercício, Michel Temer, a retirada do projeto do Congresso. “A CPMF está estigmatizada. As pessoas odeiam a CPMF”, disse o líder do PTB, Jovair Arantes (GO).

A ideia de abandonar a criação da CPMF foi apoiada pela grande maioria dos líderes, que se reuniu ontem com Temer. Uma das hipóteses em substituição ao tributo é a legalização dos jogos de azar. Mas a ideia, aparentemente, não entusiasmou nem os parlamentares nem Temer. No passado, o hoje presidente em exercício se posicionou favoravelmente à legalização dos jogos de azar.

Temer se reuniu ontem com os líderes aliados da Câmara%3B ele prometeu estudar rever a criação da CPMFMarcelo Camargo / ABR

Paralelamente, Temer também enfrenta contratempos com sua recém-nomeada equipe ministerial. Ontem foi a vez do ministro da Saúde, Ricardo Barros, voltar atrás e garantir que o tamanho do Sistema Único de Saúde (SUS) não será revisto. Na véspera, ele havia defendido quanto mais gente pudesse ter planos de saúde, maior seria o alívio do governo para sustentar o SUS.

Além das dificuldades para contornar os problemas de caixa, Temer não foi bem sucedido na tentativa de preencher a Secretaria Nacional de Cultura. Ontem, a atriz Bruna Lombardi foi a quarta mulher a negar, em cinco dias, o convite para assumir o cargo. Antes dela, outras três mulheres recusaram o convite: a jornalista Marília Gabriela, a antropóloga Cláudia Leitão e a consultora Elaine Costa. “Fiquei agradecida pelo convite, mas não tenho pretensões políticas e estou totalmente envolvida com meus projetos profissionais”, justificou Bruna.

Temer conseguiu ontem emplacar uma mulher no segundo escalão. A procuradora e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Flávia Piovesan aceitou o convite do presidente em exercício para assumir a Secretaria de Direitos Humanos. “O meu partido é a luta pela causa. Não tenho qualquer filiação partidária. Meu desafio é trazer contribuição para garantir avanços e evitar retrocessos”, disse.

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