Contra possíveis demissões, alunos e funcionários da USP protestam em SP

Manifestantes são contra o corte do ponto dos funcionários em greve e dizem que querem negociar reajuste salarial com reitor

Por O Dia

São Paulo - Um grupo de estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) bloqueia na manhã desta quinta-feira, todos os portões de acesso à Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital. A universidade conseguiu na Justiça uma liminar para proibir o "trancaço" em seus campi. A decisão judicial estabeleceu multa diária de R$ 10 mil para o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e o o Diretório Central dos Estudantes Livres (DCE-USP).

Alunos e funcionários da universidade fecharam todas as entradas do campus Butantã%2C na Zona Oeste da cidadeReprodução / Twitter

Contrariando a decisão judicial, o grupo manteve o "trancaço" que havia sido deliberado em assembleia. Na manhã desta quinta, um grupo carregava uma faixa com a frase "Nossos empregos e salários, nossa saúde e educação: defenderemos com luta" em frente ao portão 3, na Avenida Corifeu de Azevedo Marques. Os portões 1 e 2, nas avenidas Afrânio Peixoto e Escola Politécnica, respectivamente, também estão bloqueados. O ato teve início às 5h.

Estudantes e funcionários exigem que o reitor da Universidade, Marco Antonio Zago, negocie a adoção de cotas raciais e sociais na instituição e o fim do corte de pontos de funcionários em greve, que atinge hoje 80% dos cursos.

Até as 7h, o ato seguia pacífico. A PM acompanha a manifestação, mas ainda não calcula o número de pessoas no local.

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