Ex-ministro Carlos Gabas é alvo de condução coercitiva na Operação Custo Brasil

Deflagrada na manhã desta quinta-feira, a ação é desdobramento da Lava Jato e cumpre 65 mandados

Por O Dia

Brasília - O ex-ministro Carlos Gabas foi alvo de condução coercitiva da Polícia Federal – quando o investigado é levado para depor sem aviso prévio – na manhã desta quinta-feira, na Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato.

LEIA MAIS: Ex-ministro Paulo Bernardo é preso pela Polícia Federal em Brasília

Presos na Operação Custo Brasil serão transferidos para São Paulo

Polícia Federal faz buscas na sede do PT em São Paulo

Vizinhos comemoram ação da Polícia Federal em prédio de Gleisi Hoffmann

Membros do PT em SP protestam contra buscas da PF na sede do partido

Gabas foi ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil do governo Dilma Rousseff e ministro da Previdência Social no governo Lula, além de já ter ocupado o cargo de secretário especial da Previdência Social depois que a pasta foi unida ao Ministério do Trabalho.

Carlos Eduardo Gabas foi ministro da Secretaria de Aviação Civil no governo Dilma RouseffValter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil, deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Custo Brasil. O objetivo é apurar o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Os valores dos contratos investigados giram em torno de R$ 100 milhões e foram expedidos entre os anos de 2010 e 2015.

O ex-ministro Paulo Bernardo (das pastas Planejamento e Comunicações no governo Lula), marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi o primeiro a ser preso na Operação.

Em poucas horas, já estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, todos expedidos, a pedido da PF, pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Últimas de Brasil