Polícia Federal faz buscas na sede do PT em São Paulo

Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão como parte da Operação Custo Brasil desde o começo da manhã

Por O Dia

São Paulo - A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão como parte da Operação Custo Brasil desde as 6h desta quinta-feira na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), na capital paulista. Por volta das 8h30, a equipe de policiais continuava no interior do prédio, na Rua Silveira Martins, Região Central.

Oito homens armados do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal fazem a segurança  na parte de fora da sede do PT, auxiliados por policiais militares. A rua Silveira Martins está interditada para o trânsito de veículos.

Policiais federais ocupam prédio onde funciona a sede do PT em São Paulo. A Rua Silveira Martins está interditada para o trânsito de veículos Rovena Rosa/Agência Brasil

A assessoria de imprensa da PF em São Paulo informou que as informações sobre a operação serão fornecidas aos jornalistas apenas às 11h, em coletiva na sua sede na capital. A Custo Brasil é um desdobramento da Operação Lava Jato. As ações são feitas de forma conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

O objetivo é apurar o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Os policiais federais estão cumprindo mandados também no Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e no Distrito Federal.

PF prende ex-servidores do Planejamento e dos Correios

Em cumprimento aos mandados de prisão expedidos na fase Custo Brasil, primeira operação da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, a Polícia Federal prendeu preventivamente em Brasília o ex-chefe da Assessoria Especial para Modernização da gestão do Ministério do Planejamento Valter Correia da Silva e o ex-vice-presidente de Gestão de Pessoas dos Correios Nelson Luiz Oliveira Freitas.

Também foi preso preventivamente o empresário Dércio Guedes de Souza, dono da JD2, que já havia sido alvo da fase Pixuleco 2 da Lava Jato.

Na Pixuleco 2, a PF descobriu que Correia da Silva era um dos destinatários da propina oriunda da Consist no âmbito do Ministério do Planejamento para renovar o termo de parceria entre a ABBC/Sinapp/Consist.

Preso na mesma fase, o vereador do PT de Americana, Alexandre Romano, assinou acordo de delação e contou aos investigadores que um terço da propina ficava com o ex-ministro Paulo Bernardo. Segundo o delator, em 2009 ele foi convidado pelo então tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, para participar das tratativas da operação envolvendo a entidades Sinapp e ABBC.

Por sua vez, Nelson Luiz de Oliveira Freitas já estava na mira dos investigadores por suposto recebimento de propina em contrato da Postal Saúde, responsável por gerenciar o plano de assistência médica dos funcionários dos Correios.

O empresário Dércio de Souza e sua empresa, a JD2, já haviam sido alvo de busca e apreensão na Pixuleco por terem sido destinatários da propina da Consist.

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