Exército faz treinamento em São Paulo contra possíveis atos terroristas

Não foram divulgadas o número de pessoas que participaram da simulação; 3 mil militares das Forças Armadas e cinco aeronaves estarão à disposição durante a Olimpíada em SP

Por O Dia

São Paulo - O Comando de Defesa de Área do Exército na capital paulista fez nesta quinta-feira o treinamento final contra atentados terroristas durante os Jogos Olímpicos. A cidade de São Paulo receberá, entre 3 e 19 de agosto, um total de 10 partidas de futebol masculino e feminino na Arena Corinthians, Zona Leste da cidade.

A simulação começou às 9h30 e terminou por volta do meio-dia. Os militares desceram de rapel de helicópteros do Exército. Dentro do estádio, onde a imprensa não teve acesso por motivos de segurança, estourou-se uma “bomba suja” simulada, ou seja, que provoca contaminação química ou radiológica.

Exército faz simulação em São Paulo contra possíveis atos terroristasFernanda Cruz/Agência Brasil

Quatro atiradores de elite posicionados dentro da arena revidaram com balas de festim. Na sequência, o estádio foi evacuado e as vítimas levadas aos postos de descontaminação do Batalhão de Defesa. O Exército não divulgou quantas pessoas participaram da simulação desta quinta-feira, mas informou que 3 mil militares das Forças Armadas e cinco aeronaves estarão à disposição durante a Olimpíada em São Paulo.

Segundo Marcelo Maia Chiesa, coronel do Exército, os testes ocorreram para atestar os protocolos já firmados entre as instituições para garantir a segurança da população e turistas. “Mesmo que a percepção diga que não há qualquer tipo de ameaça, nós temos que estar sempre preparados para dar uma resposta, caso isso ocorra.” Ao ser questionado sobre outros possíveis pontos vulneráveis na cidade de São Paulo durante os Jogos Olímpicos, o coronel garantiu que o eixo de defesa estará preparado para atuar. “Podemos pré-posicionar as tropas. Teremos sempre força de resposta onde verificarmos pontos de vulnerabilidade”, disse ele.

Brasília simula ataque químico contra Estádio Mané Garrincha

As forças de segurança envolvidas nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 também fizeram hoje uma simulação de ataque químico e radiotativo no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Ao todo, 100 soldados do Exército participaram da simulação como vítimas da detonação de um explosivo com substâncias químicas nas arquibancadas. Alguns atuaram como feridos na explosão, outros como contaminados pelo material químico. O estádio vai sediar jogos de futebol da Rio 2016, a partir do dia 4 de agosto. Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Manaus também terão disputas da modalidade. 

Treinamento para acolhimento de pessoa para descontaminação ou evacuação%2C caso ocorra explosão química dentro do Estádio Mané Garrincha Marcelo Camargo / Agência Brasil

Os jornalistas não tiveram permissão para acompanhar o exercício na área interna do estádio. Na parte externa, foram montadas tendas de atendimento médico e de descontaminação. Participaram da simulação equipes de Exército, Polícia Militar, Bombeiros, Samu e Defesa Civil. De acordo com o Comando Militar do Planalto, não há uma preocupação especialmente maior com ataques químicos do que com outros tipos de ameaça, e serão realizadas também nesta quinta-feira outros tipos de treinamentos em Brasília.

À noite, será feita uma simulação de ação terrorista com reféns no metrô de Brasília, com a participação de forças especiais do Exército, de negociadores da Marinha e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do DF.

Fiscalização

Nesta quinta-feira, na Operação Barreira, foi intensificada a fiscalização de produtos explosivos nas estradas. Um posto de controle foi montado na BR-060, no entorno de Brasília, para impedir a entrada de materiais controlados na capital.

Últimas de Brasil