Dilma irá ao Senado para fazer sua defesa no julgamento final do impeachment

Informação foi confirmada nesta quarta-feira pela assessoria de imprensa da presidente afastada

Por O Dia

Brasília  - A presidente afastada Dilma Rousseff comparecerá ao Senado no julgamento final do processo de impeachment. A informação é da assessoria de imprensa da petista. De acordo com seus assessores, a data de sua ida ao Congresso Nacional será definida — após uma reunião que acontece desde o final da manhã desta quarta-feira — entre Rousseff e seus aliados. 

O início da última fase do julgamento da cassação, da presidente afastada, está marcado para começar na próxima quinta-feira. Nesta manhã o presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o julgamento poderá se estender por até quatro dias.

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De acordo com  a assessoria de Dilma, ela comparecerá no Senado, entre quinta e sexta-feira, e deverá responderá a eventuais indagações que forem formulados a ela pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, pelos senadores, pela acusação ou pela defesa. Lewandowski comandará o julgamento no plenário do Senado.

Presidente afastada Dilma RousseffLula Marques/Agência PT/Arquivo

Ricardo Lewandowski, definirá nesta quarta como será o roteiro do julgamento final da presidente afastada. A exemplo do que fez na fase de pronúncia do processo, mais uma vez o ministro vai se reunir com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com líderes partidários para acertar os detalhes. 

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos está, por exemplo, o tempo que cada senador terá para falar e apresentar questões de ordem. Também precisa ser acertado quanto tempo terão as três testemunhas indicadas pela acusação e as seis de defesa. Outra dúvida diz respeito ao dia em que Dilma poderá comparecer à casa pessoalmente para se defender, caso queira.

Lewandowski terá que definir ainda o tempo que vai durar cada dia do julgamento, além dos intervalos e se serão convocadas sessões no fim de semana, como defendem aliados do presidente interino Michel Temer. Ainda na fase de pronúncia, questionado pelo presidente da Comissão Especial do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), o ministro já tinha adiantado que não pretende marcar sessões no fim de semana.

“Uma coisa é você fazer numa sexta feira, num sábado, numa segunda, uma sessão de julgamento do afastamento de uma presidente da República. Outra coisa, completamente diferente, é você estabelecer outros procedimentos, como oitiva de testemunhas, discussão, participação da defesa ou da acusação. Eu acho que essa decisão deve ser logo tomada para um lado ou para o outro, com a participação de todos”, disse Renan nessa terça-feira.

Na manhã desta quarta, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que  prevê que o julgamento final de Dilma se estenderá por quatro dias. Ele sinalizou que, assim como defende Lewandowski, o julgamento deverá ser interrompido na próxima sexta e será retomado somente na segunda-feira seguinte, sem sessões no final de semana.

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