Jovem brasileira detida nos EUA fica em abrigo

Anna Stéfane viajou desacompanhada para visitar os tios em Orlando e há 15 dias tenta deixar o país

Por O Dia

Estados Unidos - Uma adolescente brasileira de 16 anos foi barrada pela imigração no aeroporto de Detroit, nos Estados Unidos, e está há 15 dias retida em um abrigo para imigrantes em Chicago sem conseguir sair do país. Anna Stéfane Radeck, de São Paulo, viajou desacompanhada, no dia 10 de agosto, com visto de turista, com destino a Orlando para visitar os tios, que moram na cidade.

A família diz que, após ter sido levada pelas autoridades americanas a um abrigo, Anna ficou incomunicável por três dias e o endereço do abrigo onde está é sigiloso. As autoridades americanas teriam pedido ainda a comprovação da paternidade da jovem. Hoje, Anna faz aniversário e terá somente uma hora para comemorar com a mãe.

Há dez dias, a empresária Liliane de Carvalho Ferreira, mãe da jovem, viajou a Chicago para tentar resgatar a menina. Lá, as duas já se encontraram pessoalmente. Mas segundo o pai Sérgio Ferreira, os encontros são cheios de regras “para que ninguém conheça o local do abrigo”. As duas se encontram em um prédio diferente do abrigo e, além disso, chegam e saem em horários diferentes.

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“É isso que nos deixa perplexos e amargurados: não saber onde ela está, não ter nenhum tipo de informação”, disse Ferreira. Segundo o pai, no local onde está retida, Anna tem direito a duas ligações semanais de 10 minutos e a um encontro por semana com a mãe, de uma hora.

Anna saiu de São Paulo no dia 10 de agosto com destino a Orlando. Ela desceu no aeroporto de Detroit, em Michigan, onde faria uma conexão, mas foi barrada pelas autoridades americanas e, no mesmo dia, encaminhada para um abrigo em outra cidade, Chicago, em Illinois.

De acordo com o pai, quando ainda estava comunicável a filha relatou ter esperado aproximadamente 10 horas no aeroporto. Ela conta que teria sido encaminhada ao abrigo sob alegação de estar desacompanhada.

Ferreira contesta: “Por ser menor, ela tinha toda a documentação. Preenchemos um formulário da Polícia Federal, fomos ao cartório reconhecer firma. Fizemos tudo o que a lei brasileira nos pedia para fazer.”

Esta foi a primeira vez que Anna viajou desacompanhada aos Estados Unidos. A família já foi a Orlando várias vezes para visitar os parentes.

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