Coluna Esplanada: Servidores e ex-ministros de Dilma procuram emprego

O principal destino são gabinetes da Câmara e do Senado

Por O Dia

Brasília - Deputados e senadores – além de governadores – aliados do PT e de Dilma Rousseff estão salvando ex-funcionários que detinham altos cargos no Governo que caiu. Servidores e ex-ministros estão em busca de emprego.

O principal destino são gabinetes da Câmara e do Senado. Gilberto Carvalho foi nomeado na liderança da Minoria no Senado – que já aportou também outros 11 ‘dilmistas’ e ‘lulistas’.

Release-continência

O chefe da comunicação do Ministério da Justiça é o tenente-coronel Henry Wilson Munhoz Wender. Um bom profissional. Mostra que Alexandre Morais trouxe sua tropa.

Alô, Brasil!

Ninguém dá bola para a Paralimpíada. Pena! A cadeirante Iganani, menina indígena da etnia Suruwahá (AM), se salvou do infanticídio, e ontem carregou a tocha em Brasília.

Liberdade de expressão

Russomanno (PRB) processa o candidato a vereador Todd Tomorrow (PSOL), gay assumido, que citou nas redes ‘31 motivos’ para não se votar no candidato à prefeitura.

Água no chope

A euforia ideológica-eleitoral dá nisso: o empresário Paulo Henrique Felício, de Rio Branco (AC), publicou no Facebook meses atrás que, se Dilma caísse ou Lula fosse preso, haveria chope gratuito em seus três bares. Ontem, com bolso apertado, pediu desculpa por ter agido ‘de modo impensado’. Virou meme nas redes sociais.

Bi em impeachment

Um dos mais desolados na galeria do Senado no depoimento da ex-presidente Dilma era o advogado Marcelo Lavenère, autor do impeachment do ex-presidente Fernando Collor. “Até as pedras sabem como cada senador vai votar”, repetia.

Crise existencial

Vive às voltas Kátia Abreu. Há poucos anos, opositora do PT, mudou de partidos duas vezes – do DEM para PSD e PMDB – até entrar na base e virar ministra da Agricultura. Foi apeada do Governo e da CNA. Agora esbraveja e chora favor de Dilma.

Perfil atualizado

Até o fechamento da Coluna ontem, Kátia estava no PMDB e era amiga de Dilma.

Impublicável

A ex-ministra Miriam Belchior xingou muito a advogada Janaína Pascoal lá da galeria, no Senado, enquanto ela dirigia perguntas a Dilma Rousseff. Há testemunhas.

Há vagas

Preocupado, e muito, com 11,6 milhões de desempregados e 623 mil vagas formais fechadas este ano, o presidente Michel Temer quer investir no ‘trabalho intermitente’, projeto de lei do deputado federal Laércio Oliveira na fila do plenário.

Cadê a fiscalização?

A esperada reforma da previdência vai sacrificar o trabalhador. Mas pode ser mais amena, conta um expert que já atuou no INSS. Basta fiscalização e cobrança. “Ele deveria fazer ampla varredura nas empresas para saber quem arrecada para os cofres do INSS ou promove os descontos nos salários e apropriam-se indevidamente”.

É fato

A dívida fiscal de pequenas a mega empresas com o INSS é bilionária. E o trabalhador só descobre isso, em muitos casos após anos de carteira assinada, quando é demitido.

Mês do desgosto

Em 31 de agosto de 1969 o presidente da República Costa e Silva se afastava da presidência. Mas por motivos de saúde.

Te cuida

Michel Temer, assim como nos governos de Lula e Dilma, agora estamos de olho em você. Ass.: Equipe Esplanada.

Ponto Final

A frase de Lula ao telefone foi profética e ecoou as vozes de milhões de brasileiros: “Tchau, querida”.

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