Esplanada: Operação Greenfield pode tornar-se maior que a Lava Jato

Os alvos foram empresários e conselheiros dos fundos Previ (BB), Funcef (Caixa), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios)

Por O Dia

Brasília - A Operação Greenfield deflagrada pela Polícia Federal tem elementos que podem torná-la maior que a Lava Jato – em volume de dinheiro desviado e gente enrolada. Mas principalmente porque é apenas uma das primeiras de muitas fases que poderão vir.

Os alvos foram empresários e conselheiros dos fundos Previ (BB), Funcef (Caixa), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios). Contudo ainda faltam os caciques políticos que indicaram os gestores: pesam as suspeitas a partir de hoje sobre os senadores Renan Calheiros, Edison Lobão e a cúpula do PT desde o primeiro Governo de Lula da Silva.

Celeiro em chamas

Há alvos potenciais de fora, por ora. Em 2015, PTB e PMDB digladiaram pelo controle do Cibrius, o fundo da Conab com R$ 1 bilhão em caixa – ficou com os peemedebistas.

Voldemort

O Refer, o fundo da Rede Ferroviária Federal, já foi muito visitado pelo dono do PR, o ex-deputado Valdemar da Costa Neto.

Dedo na tomada

Em Furnas, Luiz P. Conde (in memoriam) foi ‘o homem’ de Eduardo Cunha no fundo Real Grandeza. Houve até bate boca de Dilma com o deputado (contamos amanhã)

Tão longe, tão perto

Nem a derrocada do PT na Previ, que perdeu o controle do conselho em 2014 após eleições internas, tirou o fundo da mira da PF.

Giro asiático

Idealizador da viagem do presidente Michel Temer à China, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ficará pela Ásia em agenda oficial até dia 25, para impulsionar mais o mercado bilateral. Passa ainda pela Coréia do Sul, Malásia, Mianmar, Tailândia e Índia.

Bilaterai$

Na Coréia, Maggi vai vender carne porco, e os sul-coreanos na troca querem oferecer milhões de toneladas de Ginseng. Em Mianmar, um reinado, o ministro quer abrir mercado. Ainda na China, Blairo fez discurso duro para empresários locais, na frente de Temer, sobre as restrições de compras impostas pelo mercado do país asiático.

Boletim disputado

Numa antítese ao ‘Escola sem Partido’, do senador Magno Malta (PR-ES), o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) apresentou o PL 6005/16 que cria o programa ‘Escola livre’. O Sem Partido é contra a doutrinação ideológica ou partidária, de esquerda ou direita. O ‘Livre’ ainda não justifica a que veio.

Segredos concretados

Um dos alvos da PF, a Broodfield, que tem a Previ como sócia, em poucos anos tornou-se uma das maiores incorporadores imobiliárias do país, com uma atuação agressiva.

Suplicy é bi

O ex-senador Eduardo Suplicy anunciou nas redes que teve a carteira furtada durante o protesto em São Paulo. Em 2008 sua carteira foi levada dentro da catedral da Sé.

Astros da urna

Alguns candidatos a vereadores Brasil afora continuam engraçadinhos. Apareceram quatro registros de ‘Já Morreu’. Há também os astros: Vin Diesel de Curitiba, Rambo de Natal, Stallone de Ponta Grossa. Mas um deles é caso de estudo psicológico. Surgiu um candidato titulado ‘Pokemon Go’.

Milagre da multiplicação

Deve ser o dinheiro não declarado, embaixo do colchão. O candidato a vereador David Miranda (PSOL), do Rio, declarou patrimônio de R$ 74.825. Mas de repente doou para sua campanha R$ 223.200,00 de recursos próprios.

$alto Olímpico

Os Correios comemoram os números nos Jogos. Para patrocinar a Olimpíada, investiu R$ 315 milhões. Até o início do mês, arrecadou R$ 220 milhões com a operação logística do evento, a venda de produtos nas agências e novos negócios gerados no Rio.

Generosos

Os cariocas são generosos. A rede de supermercados Prezunic arrecadou mais de cinco toneladas de agasalhos. A doação vai seguir para 31 instituições.

Ponto Final

Entra governo, sai governo, e uma coisa não muda. A farra dos cursos de pós-graduação e MBA online país adentro. Nada sério.

Coluna de Leandro Mazzini

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