Manifestantes ocupam Avenida Paulista em protesto contra governo Temer

Ato pretende sair em passeata até o Parque do Ibirapuera

Por O Dia

São Paulo - Manifestantes se reúnem desde as 14h de hoje na Avenida Paulista, região central de São Paulo, em ato contra o governo do presidente Michel Temer. Organizado pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, a manifestação pretende sair em passeata até o Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade.

Guilherme Boulos, representante do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), grupo que integra a Povo sem Medo, disse que, além dessa, novas mobilizações continuarão sendo convocadas no país. "Tem tido manifestações nos últimos dez dias. Talvez tenha sido o período mais intenso de mobilização nos últimos anos no Brasil. Teve mobilização quase todo dia", afirmou.

Integrantes do MTST ocupam a Avenida Paulista em protesto contra o governo de Michel TemerCamila Boehm / Agência Brasil

"Estamos na rua porque temos no Brasil hoje um governo ilegítimo, sem voto, que fraudou a soberania do voto popular e que, ao mesmo tempo, quer aplicar um programa que também não foi eleito pelo povo brasileiro, de ataque brutal aos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais", explicou Boulos.

Clima

Segundo ele, isso vai gerar uma grave sequela na sociedade, "nas próximas gerações inclusive, se agora não formos para rua resistir e barrar esse projeto. Isso é o que está em jogo hoje".

Os manifestantes carregam bandeiras e cartazes pedindo "Fora Temer" e "Diretas Já". O clima na Avenida Paulista é tranquilo, com música no carro de som da organização e com pessoas de diversas faixas etárias participando do ato.

Presente ao ato, o presidente do Partido dos Trabalhadores falou da importância das manifestações dos últimos dias. "Todas essas manifestações estão voltadas para combater o golpe e agora combater o golpe significa eleições gerais, significa aumentar a pressão das ruas, mas também dar uma resposta na eleição. Aqui em São Paulo, por exemplo, os três candidatos que lideram as pesquisas apoiaram o golpe", concluiu Boulos.

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