Mãe de meninos mortos a facadas pelo pai nega traição

Zootecnista a acusou em uma carta, alegando que essa seria a motivação do crime. Ele tentou cometer suicídio, mas sobreviveu e está internado

Por O Dia

São Paulo - A mãe dos meninos de 3 e 4 anos mortos a facadas pelo pai, Hugo Imaizumi, de 41, em São José do Rio Preto, em São Paulo, negou neste domingo, que tenha traído o marido, como ele a acusou em uma carta, alegando que essa seria a motivação do crime. O zootecnista deixou o bilhete no quarto da família ao lado dos corpos dos garotos após tentar cometer suicídio, mas sobreviveu e está internado.

Juliana Paes%2C de São José do Rio Preto%2C negou traição e disse que%2C com os filhos%2C é mais uma vítima de Hugo ImaizumiReprodução TV

“Ele fala de uma suposta traição que tive com uma pessoa, mas nem foi isso. Foi uma pessoa que conheci realmente, mas a gente conversava apenas, não tinha nada. É fácil ele se defender e escrever o que escreveu e eu sair de culpada. Eu não tenho culpa, culpado é ele que matou meus filhos, eu sou só uma vítima. Ele usou uma história para que eu ficasse difamada, eu sei que eu não sou isso”, afirmou em depoimento a fisioterapeuta Juliana Paes, de 39 anos.

Hugo Imaizumi matou os filhos de 3 e 4 anos%2C filmou e colocou a culpa na mulher%2C alegando que ela o traiu%2C o que ela nega e afirma ser vítima Reprodução Internet

A mulher falou que o zootecnista foi frio e cruel com os filhos. "Nosso relacionamento passava por uma crise, mas nunca esperava que isso pudesse acontecer", afirmou Juliana.

“Foi cruel o que ele fez. Ele se filmou dando remédio para os meninos, depois enfiando a faca neles e mandou no WhatsApp da minha mãe. Meu irmão viu e apagou as imagens, está em estado de choque, à base de remédios. Ele foi cruel para me atingir, não fez pensando nas crianças em momento algum. Os filhos eram só objeto. Ele tinha obsessão por mim, ninguém tem direito de fazer isso com dois bebês", disse ela.

A Delegacia de Defesa da Mulher tem o prazo de 10 dias para concluir o inquérito. “Estamos aguardando os resultados dos laudos técnicos e também diariamente vendo o estado de saúde do agressor para que possamos interrogá-lo nos autos. Como foi uma situação de flagrante, os guardas, a própria esposa, já foram ouvidos, então estamos aguardando a melhora do agressor para interrogatório", disse a delegada Dálice Ceron.

Últimas de Brasil