Por thiago.antunes

Brasília - Auditoria feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 200.011 casos com possíveis indícios de irregularidades nas receitas e despesas de campanhas, totalizando R$ 659,3 milhões. É a primeira análise feita após o fim primeiro turno das eleições municipais.

Um dos indícios de irregularidades foi detectado no Bolsa Família: 37.888 pessoas cadastradas no programa doaram R$ 36,8 milhões Os técnicos da Justiça Eleitoral também estranharam o desembolso de R$ 84,2 milhões por 55.670 pessoas que se dizem desempregada. Além disso, 24.646 doadores têm incompatível com o valor doado de R$ 207,1 milhões para as campanhas.

Gilmar Mendes%2C presidente do TSE%2C determinou auditorias nas doaçõesRoberto Jayme / TSE

Há ainda 43.382 casos com concentração de doadores em uma mesma empresa com desembolso de R$ 90.787.549,74; e 14.510 doadores sócios de empresas que recebem recursos da administração pública que deram R$ 187.263.765,45.

A auditoria também descobriu que o número de doadores de campanha falecidos aumentou para 250 (no último levantamento, eram 143). Outros indícios de irregularidades identificados pelos técnicos do TCU e TSE foram: pessoa que recebe Bolsa Família e efetuou doação de R$ 1,2 milhão em bens e serviços estimáveis em dinheiro; pessoa física cuja última renda conhecida é de 2013 e realizou doação estimada de R$ 1,030 milhão; 35 pessoas físicas que efetuaram doações acima de R$ 300 mil e a renda conhecida não é compatível com o valor doado.

E ainda: professor universitário doando R$ 300 mil; e sócio de empresa de candidato que doou recursos próprios de R$ 3 milhões, entre outras supostas irregularidades. Desde que assumiu a Presidência do TSE em maio, o ministro Gilmar Mendes deu início a uma série de melhorias no processo de fiscalização das contas.

Outro levantamento feito pelo TSE aponta que 145 candidatos mais votados para prefeito estão com o registro indeferido e não sabem se serão empossados no dia 1º de janeiro. A definição de quem será o prefeito dessas cidades depende da Justiça Eleitoral.

Você pode gostar