Alvo de protestos de estudantes, universitário acusado de estupro não terá CRM

Cremesp garante que irá indeferir registro até acesso integral ao conteúdo do processo

Por caio.belandi

São Paulo - O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) decidiu que vai indeferir o registro profissional (CRM) do aluno de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) acusado de estupro por alunas da graduação, "até acesso integral aos autos de sindicância e processo da faculdade."

"O Cremesp não pode furtar-se à sua missão e responsabilidade legal de proteger a Medicina e a sociedade, como bens maiores e absolutamente indissociáveis", diz a decisão desta quarta-feira. A Superintendência Jurídica do órgão pediu à faculdade a cópia dos procedimentos administrativos a que foi submetido Daniel Tarciso da Silva Cardoso, de 34 anos. Ele é acusado de estuprar uma aluna de Enfermagem em uma festa da universidade em 2012. Também é suspeito pelo estupro de pelo menos uma outra estudante em evento da FMUSP.

Protesto

Na quarta-feira, alunas da universidade protestaram contra a formatura do aluno e os casos de violência sexual contra mulheres. A Faculdade de Medicina da USP informou que "o caso do estudante está em análise jurídica pela universidade para verificar se existe a obrigatoriedade de conceder a colação de grau ao aluno após ter cumprido a suspensão imposta" e ressaltou que o caso continua na Justiça.

O advogado de Cardoso não foi localizado.

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