Conselho de Ética arquiva processo contra Jair Bolsonaro

Deputado federal era acusado de apologia à tortura

Por gabriela.mattos

Brasília - O Conselho de Ética da Câmara arquivou ontem o processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por quebra de decoro parlamentar. No dia 17 de abril, ao proferir o seu voto a favor da abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o Bolsonaro enalteceu o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-CODI e um dos mais temidos torturadores da ditadura militar. Bolsonaro disse que votava pela memória do coronel, que afirmou ser “o terror de Dilma”.

Foram 11 votos contrários e um a favor do parecer do relator Odorico Monteiro (PROS-CE), que pedia o prosseguimento das investigações por apologia a tortura.

Jair BolsonaroReprodução Facebook

“Acho que se fez justiça. Olha só, tem imunidade parlamentar e foro privilegiado; aqui estamos tratando de imunidade parlamentar que é o nosso direito de se expressar, está no artigo 53 (da Constituição)”, afirmou Bolsonaro, ao fim da votação.

Assim que o resultado foi confirmado, aliados aplaudiram e deram parabéns a Bolsonaro. Em seguida, ele abraçou Marcos Rogério (DEM-RO), autor do voto em separado propondo o arquivamento da ação. “O meu anjo da guarda aqui, Marcos Rogério”, comemorou Bolsonaro, abraçado ao parlamentar.

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