Sartori baixa decreto de calamidade no RS e prevê até demitir servidores

Trata-se do segundo estado a recorrer à medida — o primeiro foi o Rio de Janeiro, em junho deste ano, que logo depois recebeu um aporte de R$ 2,9 bilhões da União

Por O Dia

Porto Alegre - O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, decretou nesta terça calamidade financeira no estado. O ato ocorre um dia depois do anúncio de pacote para combater a crise e que será votado na Assembleia Legislativa. Houve protestos na capital gaúcha durante o dia.

O texto prevê demissões de servidores e extinção de secretarias e fundações. Trata-se do segundo estado a recorrer à medida — o primeiro foi o Rio de Janeiro, em junho deste ano, que logo depois recebeu um aporte de R$ 2,9 bilhões da União.

No fim de outubro, Sartori anunciou o nono parcelamento de salários de servidores. O governador citou ainda a queda do PIB entre 2015 e 2016, que deve superar 7%. Isso, segundo Sartori, tem “trágicas consequências” para a arrecadação de tributos. “Todos nós estamos atrás de recursos, mas compreendemos a realidade financeira do país, da União”, lamentou Sartori.

Medidas ineficazes

“Estamos com muitas dificuldades. Por isso já vínhamos tomando medidas para modernizar e recuperar a administração”, disse o governador, justificando o parcelamento de salários de servidores e os cortes orçamentários.

“Criar a Lei de Responsabilidade Fiscal; a Previdência Complementar e cortar gastos de toda ordem não foi suficiente para manter a estrutura do estado. Por isso o decreto”, justificou.

Governadores de Norte, Nordeste e Centro-Oeste também já ameaçaram decretar calamidade financeira, mas não houve nenhum ato desses estados nesse sentido até o momento.

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