Coluna Esplanada: Democratas pode ter candidato em 2018

Nem o próprio PMDB escapa desse sonho que embala o PSDB, o PSB e até o PV

Por O Dia

Brasília - A manifestação do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que sugeriu a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB), não deve ficar apenas nos anais do Senado Federal.

Dentro do Democratas começa a ganhar força a ideia de que o partido patrocine candidatura própria à Presidência da República em 2018. E o nome mais forte é o de Caiado. Esta será a principal pauta da convenção nacional marcada para fevereiro, mês em que se prevê uma série de mudanças de lideranças dentro Congresso Nacional.

Simpatizantes do senador goiano acreditam que até o final de 2017, Caiado terá 10% da preferência do eleitorado.

Queijo suíço

O Democratas sinaliza como será difícil para Michel Temer administrar sua base de apoio no próximo ano. Nem o próprio PMDB escapa desse sonho que embala o PSDB, o PSB e até o PV.

Dupla da pesada

Deputado Onix Lorenzoni (Dem-RS) deve indicar como testemunhas o juiz Sérgio Moro e o ministro Gilmar Mendes, na queixa-crime que move contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Tiroteio

O presidente do Congresso acusou Lorenzoni de ter recebido dinheiro de caixa dois da indústria de armas. A afirmação foi feita quando se discutia, no Senado, o abuso de poder com a presença dos dois magistrados. O ministro Luiz Fachin será o relator.

Legião estrangeira

A judoca de ouro Rafaela Silva viajou para a França. Vai representar o país europeu numa competição na Sérvia, a convite da delegação francesa. Vai vendo, Brasil.... A revelação foi feita durante o 6º Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros, no Rio.

Pedido do chefe

O presidente Michel Temer tem repetido aos assessores próximos a palavra que virou um mantra: “cautela”. Todo cuidado é pouco quando se fala em delação e Lava Jato.

Troca-troca

As articulações em torno da nova Mesa Diretora do Senado e da Câmara não serão esquecidas no recesso. O PMDB está propenso a abrir mão da presidência da Câmara em favor do PSDB, que deve apoiar um peemedebista no Senado.

Para depois

Maioria das bancadas deixou a escolha dos novos líderes para fevereiro. O clima não esteve propício para mexer com este tema, que é sensível para o PP e PMDB, por exemplo.

Política cansa

A quinta-feira encerrou com um clima de despedida no Congresso Nacional. A voz rouca e a falta dela foram o retrato de um ano legislativo cansativo. O impeachment e um novo governo representaram um fardo muito pesado para muita gente.

Dose dupla

Alguns parlamentares aproveitaram a semana para se despedir duas, três vezes. A deputada Moama Gramacho (PT-BA), foi um exemplo. Eleita prefeita de Lauro de Freitas, deixa o mandato parlamentar neste mês.

Reação imediata

Apesar das críticas da oposição, como a da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) de que as medidas anunciadas pelo governo estimulam a demissão de empregados, o mercado reagiu bem com uma leve alta na Bolsa de Valores. Setores como mineração e siderurgia registraram ganhos razoáveis para uma semana cheia de turbulências.

Força ao pequeno

O anúncio do Palácio do Planalto coincide com a derrubada pelo Congresso de vetos presidenciais da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Destaca-se a recriação do Programa de Fomento às Atividades Produtivas de Pequeno Porte Urbanas, voltado para microempreendedores individuais de baixa renda, inscritos nos programas sociais do governo.

Homenagem

O evangélico senador Magno Malta (PR- ES) fez homenagem ao cardeal dom Paulo Evaristo Arns (falecido na quarta): “Defensor dos pobres e oprimidos”.

Ponto Final

Deputado Carlos Marun (PMDB-MS) - que foi da tropa de choque de Eduardo Cunha -, avisou que “minha voz está fraca”, mas continuo “combativo”.

Coluna de Leandro Mazzini

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