Por bianca.lobianco

Rio - O governo federal encontra dificuldades em convencer os governos estaduais para o plano de segurança de emergência. A improdutiva reunião de ontem deixou o Palácio do Planalto contra a parede. Nem o pacto federativo de segurança pública avançou. A cerimônia de assinatura foi cancelada, por uma série de objeções, como as diferenças regionais, e ausência de temas que atacam a origem da crise carcerária e prisional. O pacto não contém temas como educação, assistência e recursos financeiros.

Articulação

O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, não conseguiu dar respostas aos secretários de Segurança sobre combate ao crime organizado com a participação federal.

Conjunção

Secretários de Segurança da região Norte pontuaram com restrição a proposta do Plano de Segurança elaborado pelo Ministério da Justiça. “É bom, mas...”

Zona neutra

A desconfiança recai sobre a falta de estratégia mais firme no controle das fronteiras. As facções de bandidos brigam pelo controle da rota de tráfico, mas o plano do governo ignora a selva Amazônica.

Vendo longe

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), pavimenta um grande acordo para concorrer à reeleição em 2018. Os planos incluem a aproximação com o PSDB do senador Tasso Jereissati e do PMDB de Eunício Oliveira. O primeiro passo foi nomear o ex-coordenador de campanha de Jereissati, Maia Júnior, para a Secretaria de Planejamento.

Susto

Turistas que estão no litoral Nordestino se espantam com o custo de vida na região. Os preços de produtos essenciais, como leite e carne são maiores que os praticados em Brasília.

Às moscas

Além da carestia, o que chama a atenção é a queda visível das atividades econômicas. Várias lojas da Monsenhor Tabosa, em Fortaleza (que atende a sacoleiras inclusive da África), estão fechadas.

Custo Brasil

O Ministério da Agricultura calcula que 61% do território brasileiro é preservado e 11% desse percentual cabe aos produtores rurais, que não recebem um centavo por isso.

Ponta do lápis

Essa preservação custaria “alguns bilhões”, já que as terras estariam improdutivas para a agricultura e pecuária, que ocupa 19,7% do território nacional.

Plano B

A base do governo desenha a possibilidade de criação de blocos nas eleições à Mesa da Câmara. Em duas situações, estariam ausentes os partidos da oposição, que poderá adotar a candidatura de André Figueiredo (PDT-CE).

Contra-ataque

O senador Telmário Mota (RR) soltou o verbo contra o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que operou para que a executiva nacional decretasse a expulsão do parlamentar ontem. De licença do Senado, Telmário disse à Coluna que a executiva é um “clube da bolinha” e que fará sua defesa oral na convenção do partido em março.
Boi de piranha

O parlamentar disse que Lupi pretende criar um fato para alavancar a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência. Telmário disse que votou a favor da PEC 55 no segundo turno, após a derrota de dois destaques que “descongelava” a educação. Ele disse que a expulsão é uma perseguição pessoal, pois o senador Pastor Valadares (RO) votou nos dois turnos com o governo, mas não foi expulso.

Para todos

Projeto da deputada Eliziane Gama (PPS-MA) propõe nova mudança na Lei da Biodiversidade. Sugere que qualquer produto acabado incida o royalty.

Ponto Final

A “cultura do encarceramento” é fruto de uma população acuada pelo crime e pela incompetência dos gestores públicos.

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