Por bianca.lobianco

Rio - O avião que caiu no mar de Paraty, no acidente em que morreram o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e outras quatro pessoas, começou a ser resgatado na noite deste domingo. O trabalho foi realizado por uma empresa particular, utilizando uma balsa com um guindaste deslocada de Niterói para a cidade no litoral sul do Estado do Rio. A operação foi dificultada pelo tempo ruim na região.

Por volta de 20h de ontem%2C os destroços do avião começaram a ser transferidos para uma balsa AE

Técnicos da empresa AGS Logística trabalhavam no fim da noite de domingo para colocar os destroços sobre a balsa, que partiria rumo ao cais de Angra dos Reis, onde o avião seria transferido para uma carreta e seguiria por terra até a Base Aérea do Galeão, onde ficará à disposição dos peritos.

PERFIS FALSOS

Também ontem, o filho do ministro Teori, Francisco Zavascki, fez um alerta em seu perfil oficial no Facebook sober páginas falsas na rede com o seu nome. “Pessoal, infelizmente criaram inúmeros perfis meus falsos! Cuidado com o que eles estão postando. Se possível, me ajudem a denunciá-los. Obrigado”, escreveu o advogado, que havia denunciado as ameaças de morte recebidas pela família por pessoas ‘interessadas em frear a Lava Jato’. 

As páginas compartilham suspeitas sobre a morte do relator da operação Lava Jato.

Francisco usou o Facebook na quinta-feira para confirmar a morte do ministro, em postagem que teve mais de 42 mil reações e 4 mil compartilhamentos. No mesmo dia, diversas páginas fake com o nome do advogado foram criadas.

Pelo menos sete páginas no Facebook que tentam imitar o perfil de Francisco aparecem numa busca simples, inclusive uma identificada como ‘não oficial’. Duas delas têm mais de 3 mil seguidores. Várias utilizam a mesma foto do filho do ministro em seu perfil.

Em quase todos os perfis, é levantada a hipótese de que o ministro teria sido vítima de um crime, não de acidente. Relator da Lava Jato, Teori estava prestes a homologar a deleção de 77 ex-executivos da empreiteira Odebrecht. 

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, pediu ontem uma 'definição imediata' sobre os rumos da Operação Lava Jato, pedindo que a ministra Cármen Lúcia decida imediatamente sobre a homologação das delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

"Não é cabível que, em situações excepcionais como esta, se aguarde o fim do recesso para que tal providência seja tomada.Não há tempo a perder. É o que a sociedade brasileira espera", disse Lamachia, em nota à imprensa.

SEQUÊNCIA DA LAVA JATO

O presidente Michel Temer afirmou no sábado que só vai indicar o substituto para a vaga de Teori no STF depois que Cármen Lúcia decidir o nome do novo relator da Operação Lava Jato na Corte. A intenção é evitar suspetias de interferência.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, um dos cotados para ascender ao Suptremo, disse, também no sábado, que a decisão de remeter o caso a um dos atuais ministros é acertada. "Deixar para o novo ministro que vai assumir seria uma situação política extremamente delicada", avaliou.

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