TRF manda para Moro ação contra Cunha por propina de US$ 40 milhões

Na ação, em que a Petrobras atua como assistente da acusação, o ex-deputado responde por pedir valor ao empresário Júlio Camargo

Por O Dia

Curitiba - O desembargador Paulo Espírito Santo, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, determinou no dia 25 de janeiro a remessa da ação penal contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a ex-prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Almeida para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, em Curitiba.

A decisão acata o pedido da procuradora regional da República Mônica de Ré, que solicitou a transferência do caso para a primeira instância após Solange Almeida (PMDB) não ser reeleita e perder o mandato de prefeita no começo deste ano e, consequentemente, perder o foro privilegiado. Solange é acusada de ter atuado a mando do ex-deputado para pressionar por meio de um requerimento na Câmara uma empresa que não estava pagando a propina solicitada pelo peemedebista.

Na ação, em que a Petrobras atua como assistente da acusação, o ex-deputado responde por pressionar e pedir cerca de US$ 40 milhões ao empresário Júlio Camargo pela contratação do estaleiro sul-coreano Samsung Heavy Industries pela Petrobras para fornecer dois navios-sondas para a perfuração em águas profundas na África e no Golfo do México. Além de Cunha, o processo contou com a participação do intermediário Fernando Soares e do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Camargo, Soares e Cerveró já foram condenados pela 13ª Vara Federal de Curitiba pelos fatos narrados na ação julgada no Paraná após o seu desdobramento pelo STF, feito a pedido da Procuradoria-Geral da República.


Últimas de Brasil